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Cegos não podem andar em bate-bate, podem bater, diz play center

 

Publicado na sessão Notícias, por leonardo em 20/01/2010 às 12:05:16, na categoria Férias.

 

Cegos não podem mais andar em carrinhos de bate-bate, pois podem se machucar ao bater os carrinhos, diz um funcionário de um dos maiores parques de diversões de são Paulo.

O Play Center, primeiro parque de diversões do Brasil, foi aberto em São Paulo, em 27 de julho de 1973, com 50 mil m² de área e 20 atrações, entre brinquedos giratórios, teleférico, splash e a Super Jet, a primeira montanha-russa do país.

No último domingo 17 de Janeiro, o parque recebeu a visita de 8 jovens deficientes visuais, interessados em curtir seu domingo de sol nas atrações do parque. Empolgados e com bastante disposição foram a várias das atrações, passando por boomerang, loopingstar, evolution, barco viking, entre outros. O curioso nesse paceio, é que o brinquedo no qual quase foram impedidos de entrar foi justamente o bate-bate sob a razão mais inprovável possível. “_ Eles podem bater”.

“_ Seria cômico caso não fosse trágico, como é que alguém pode esperar não bater num brinquedo feito para esta finalidade?” diz Leonardo de Franco da Rocha.

Segundo os jovens, o operador do equipamento, que inicialmente se recusou a deixa-los entrar deu-lhes as costas, sem avisa-los que estava saindo enquanto chamava o gerente que demorou algum tempo a chegar. E quando chegou preferiu falar com um dos acompanhantes que era menor de idade em vêz de falar com os próprios deficientes segundo eles chegando a ser grosso e até mesmo a afirmar que estava falando com o acompanhante e não com as demais pessoas ali.

“_ Eu acho extranho, um parque onde dizem prezar pela inclusão terem esse tipo de atitude, dar as costas para noz e nos tratarem como crianças.” Diz Flávio de Francisco morato.

Certamente depois de uma boa meia-hora tentando convence-los o pessoal foi no bate-bate sobe ameaça de o equipamento ser desligado caso isso representasse risco a eles.

Obviamente tanto não representou riscos como a brincadeira foi repetida, mas a groceria também será repetida? Esta atitude nada divertida não deveria fazer parte do cotidiano de um “Parque de diversões”.

Fonte dos dados históricos: http://criancas.hsw.uol.com.br/playcenter1.htm

Redação Vanmix.com

 

este texto já foi lido 364 vezes.

 

 

10 de 15 comentários enviados, esta é a página 1 de 1

 

Luciene Oliveira de Feira de Santana comentou em: 26/01/2010 às 00:57:28

 

Nós deficientes, se quisermos que a inclusão soci
al de fato aconteça, devemos denunciar todo e
qualquer discriminação, divulgando o mais amplamen
te possível, para a sociedade saber o que pensamos
a respeito dessa "inclusão" MASCARADA.

 

jean carlos de ourizona parná comentou em: 20/01/2010 às 12:05:16

 

sera q eles pensa q os segos tem q ficar isolado p
pq se nao vão machucar auguem eles pensa q nos
cegos somos bicho eles são um bando de idiota e
tem q pagar pelo o q fez nao deixe isso assim nao
obrigado pela atenção

 

Rose de São Paulo comentou em: 20/01/2010 às 12:05:16

 

Nossa, discriminação total. Como se não bastasse a luta para entrar no brinquedo, depois os deficientes visuais tem que andar no brinquedo sozinhos, sem ninguém do público, para não se machucarem. Isso só serve para crescer ainda mais a discriminação no país.

 

cleudismar de franco da rocha comentou em: 20/01/2010 às 12:05:16

 

na minha opinião foi uma falta de respeito e de educação do gerente e do operador do brinquedo,
pois eu estava la acompanhado os deficientes,
quer dizer nem era acompanhando pois tinhos todos marcados de ir la se divertir um pouco,
mais a gente não esperava por isso, o cara que controlava o brinquedo não queria deixar a gente brincar
pois segundo ele os deficientes iam bater e ia se machucar,
pedimos para falar com o gerente, alem dele passar um bom tempo para vir até a gente
quando ele chegou em vez dele querer falar com um dos deficientes que era de maior ele só quis falar com migo,
na época eu não era de maior pois tinha ido comemorar o meu anivessario la com eles.
depois de tanto falar com o gerente ele ordenou que o operador do brinquedo deichasse a gente bricar mais que ele ia ficar la vendo os deficientes brincar
e se ele vissi algo de pirigosso ele ia desligar o brinquedo e madar a gente sair como se os deficientes não soubesse brincar.
sem falar que quando a gente entrou la na pista dos carinhos que a gente se acomodou cada um em um carrinho, que também foi uma guerra.
por que ele queria que eu e a menina que também estava la com eles fosse varias vezes no brinquedo acompanhando cada um dos deficientes.
por que ele achava que eles não comseguia guiar o carrinhos, agora me diz qual a graça que ia ter para ele sem guiar o carrinho depois de tanto ensistir ele deixou eles ir.
mais os carrinhos que ficaram sobrando eles empurraram para o final da pista e não deixou as pessoas que estavam na fila brincar com os deficientes, eles ficaram ensolados da outras pessoas como se fosse bicho.
depois quando a gente voltou para dar outra volta foi a mesma coisa, eles isolaram os resto dos carrinhos e os deficientes brincaram sózinhos,
as unicas pessoa que brincaram com eles foi eu e a menina que estava junto com a gente mais o povo que estava la na fila não pode ocupar os outros carrinhos
que estava sobrando.
na minha opinião isso não pode ficar assim pois do mesmo geito que eles fizeram isso com a gente eles farão com outras pessoas,
poisse a agente não tivesse argumentado a gente não teria brincado.

 

leonardo de Franco da Rocha comentou em: 20/01/2010 às 12:05:16

 

é ráro que estas pessoas nos ouçam, estamos tentando contato com a diretoria do playcenter e deixamos o espaço aberto para a resposta dos mesmos, e tão logo volte ao trabalho converçarei com um advogado a esse respeito.

 

Wagner Neto de São Paulo comentou em: 20/01/2010 às 12:05:16

 

Olá, também sou deficiente visual e sempre andei sem problema algum em carrinho de bate-bate, não só no play-center como em outros parques. NO meu entender, tanto o munitor do brinquedo como principalmente o gerente, agiram de maneira preconceituosa, discriminatória, além de serem ásperos, ignorantes e não terem se quer respeito e educação ao dialogarem com o grupo de deficientes, quer dizer, nem quiseram dialogar com os mesmo, preferindo conversar com um menor de idade que acompanhava o grupo. Com certeza esse caso tem de ser levado até a diretoria do play-center, cabendo aí, até um processo por discriminação, preconceito e danos morais. Temos que acabar de vez com esse preconceito, com a discrijinação, fazendo essas pessoas desenformadas, ignorantes, entenderem que nós, (deficientes visuais), somos iguais a qualquer pessoa, apenas com a limitação visual. E se para isso tivermos que gritar, espernear, brigar e até processar, vamos lá, mãos a obra. Apresento um boletim diário, em uma grande emissora AM em São Paulo, dentro de um programa com enorme audiência e de um comunicador muito conhecido e com certeza irei apresentar esse absurdo dentro de meu quadro, que trata justamente sobre a inclusão, o preconceito e a discriminação.

 

José Antônio de Arapiraca - Alagoas comentou em: 20/01/2010 às 12:05:16

 

olá,


Isto é mais uma "tapa" nas pessoas que possuem alguma deficiência. Neste país vergonhoso inclusão é mais uma palavra retórica, usada apenas para se exibir em público.
Quando se trata de verdadeiramente tornar os espaços acessíveis para nós, eles negam este direito constitucional de circular livrimente nos espaços de uso comum. Para eles, acessibilidade são apenas pequenas mudanças estruturais, que causem impacto na visão das pessoas, como por exemplo, construir uma rampa muitas vezes incorretamente, ao lado de alguma calçada, apenas para vender a sociedade, a imagem daquela instituição como entidade que se preocupa com o acesso de deficientes.
Considero que muitas vezes, é mais uma forma de fazer propaganda da organização (pública ou privada), que realmente tornar possível a presença de pessoas com limitações. Já observaram que tem situações, que uma simples rampa tornaria aquele espaço aberto para a locomoção de qualquer pessoa (seja deficiente ou não), mais especificamente já observaram que muitas vezes a calçada naquele acesso é desnecessária, uma vez que a diferença de altura é tão insignificante, que uma rampa apenas seria suficiente para garantir o acesso de quem for, e as pessoas sem deficiência também poderiam passar por ali?
mas claro, eles preferem fazer a segregação, mesmo podendo deixar apenas o rebaixamento no ponto, eles vão sempre colocar uma ínfima calçada, e ao lado, num cantinho bem espremido, vão colocar a indigesta rampinha, apenas para vender sua imagem!



Me sinto profundamente segregado nestas situações, uma vez que fazem questão de expor a mísera rampa ao lado da calçada. Então, como geralmente a rampa é pouco usada, aproveitam o espaço próximo, para ocupar com porcarias, como bicicletas ou qualquer outra tranqueira.





até mais.


assistente.grupos@hotmail.com

 

Flávio Correia de Francisco Morato comentou em: 20/01/2010 às 12:05:16

 

Por falar em inclusão social, o Sr. Renato (monitor do brinquedo) e o Sr. Sidnei (gerente do parque), deram a uma grande demonstração de como se realiza a inclusão social: libera-se os carrinhos para os deficientes visuais brincarem, mas não permite que os demais visitantes do parque utilizem os carrinhos junto com eles. Atendimento inclusivo: cegos brincam enquanto o público que também quer brincar tem que assistí-los por determinação de funcionários do parque!!!

 

Micheli Correia de Francisco Morato comentou em: 20/01/2010 às 12:05:16

 

Será que não somos constituídos de carne e osso, de forma que o sistema de segurança do referido brinquedo não protege aos cegos da mesma maneira que protege os videntes???

 

Flávio de Francisco Morato comentou em: 20/01/2010 às 12:05:16

 

Foi constrangedor ter que provar por A+B que cegos podem guiar carrinhos de bate-bate sem colocar sua integridade física em risco. Como falta orientação e bom senso a este povo! Quanto ainda precisam avansar no que eles chamam de inclusão social!!!

 

 

 

 

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