| Publicado por: | cisco.devair |
| Data: | 07/06/2009 |
| Hora: | 11:35:29 |
| Página: | biblioteca_ler |
| Na categoria: | x |
| Leituras: | 100 |
A ODISSÉIA DE STARSOL & LUASAT
Capítulo: XVII
Uma dura verdade...
A conversa a portas fechadas ia para lá de duas horas. O negrume da noite já tingira com uma suave penumbra o fim daquele dia. A tarde expirara seus últimos sopros.
Nicanor, Samanta e Crist, que era a maneira íntima que o jovem Doutor Cristoffer Willian era conhecido, ao chegarem ali no Santa Margarete, um pouco antes já Era o fim da tarde. O sol já se escondera atrás da mata fechada.
A recepção calorosa fora à mesma, acontecendo como sempre acontecia. Aquele rebuliço só; Uma demonstração de pura alegria era assim o costume daqueles fiéis cães de guarda.
O trio fizera o maior escândalo com a chegada dos donos.
De início os barulhentos quiseram hostilizar um pouco o visitante.
Com atitudes ameaçadoras ficaram alguns minutos a cercar a grande motocicleta.
Dolores ralhava com eles enquanto admirava a veloz máquina e seu condutor. Ela sorria ao lembrar do que presumira em idéias de adivinhações o esperto Manoel.
Os cães ainda teimaram um pouco, mas logo fizeram amizade com o grandalhão.
Foi assim a chegada do casal com seu novo hóspede.
Dolores ao ser apresentada a este, com sua natural simplicidade comentou com os recém-chegados a esperteza do menino Manoel ao perceber o barulho da motocicleta.
O aludido não estava ali. Ao perceber a chegada dos pais adotivos, ele não os esperou. Em doida correria, fora cumprir tarefas de sua obrigação.
Pouco antes da chegada do casal com sua visita, o menino se lembrara de uma tarefa que Nicanor lhe incumbira antes de sair com destino ao hospital. O casal que chegara demonstrando uma tranqüilidade que na realidade não sentia, Entre risos que soavam um tanto forçados, alternando-se hora um, hora outro, narraram então ao visitante algumas das peraltices do menino, inclusive sua origem desconhecida.
Apesar da situação que ambos viviam, as peraltices do menino eram tantas, que ao serem narradas teve um bom efeito. - Por breves momentos, o casal e o novo amigo, em fim Todos, até os cães, que ainda estavam um tantinho desconfiados com a presença do recém chegado conseguiram relaxar os nervos que estavam a flor da pele. O grupo soltou boas risadas e foi então que Nicanor em certo momento, voltando a ficar um pouco mais sério dirigiu-se ao hóspede e aproveitando a ocasião comentou certos assuntos que diziam respeito ao cotidiano vivido ali no rancho. O jovem doutor, demonstrando grande interesse em tudo, ouvia as explicações com muita atenção.
Quem os ouvisse naquele momento ficaria com a certeza que nada de estranho acontecia e que aquelas pessoas não carregavam problemas algum.
Era lógico que assim agindo, os recém chegados tinham em mente, demonstrar para a boa Dolores que: Tudo caminhava bem; E ao mesmo tempo tal atitude não deixava de ser uma espécie de auto afirmação. Eles sabiam que não poderiam se deixar levar pelo pessimismo e se entregarem nos braços frios dos problemas.
O grupo após atualizarem as últimas novidades, de lá e de cá, adentrou a casa.
Samanta superava-se em ânimos fazendo agrado de elogios à Dolores, destacando aos ouvidos do visitante os dotes em culinárias da prestativa merendeira.
Enquanto tecia tais elogios, ela aproveitou e pediu Com muita meiguice a cozinheira; que esta providenciasse um lanche reforçado para três, e deixou também avisado: que logo que Urias chegasse da vila, fosse se reunir junto a eles na biblioteca.
E agora, ali estavam eles a portas fechadas em longa conversa.
O desenrolar da entrevista dava-se em falsa calmaria, como sempre em tais reuniões, o ambiente da aconchegante biblioteca amenizava as turbulências dos corações. Assim aquela conversa se desenrolava.
Vale salientar que neste exato momento a conversa girava em torno da situação da gravidez de Samanta, portanto a mesma era sem dúvida com o jovem Crist exercendo sua verdadeira profissão. A medicina.
Como já é sabido ele exercia esta honrosa profissão e com ela alcançara renome lá na Inglaterra.
O jovem competente médico, com muita atenção, antes de tudo escutara o casal e demonstrando conhecimento da matéria com um ar sério analisara todos os exames ginecológicos que Samanta dispunha em casa e apósestes estudos minuciosos, comentou com o casal, tecendo algumas comparações com documentos e laudos que possuía em seu poder.
Era de se prever que ele trouxesse consigo algum material oriundo do Planeta Ówus. Tudo dizia que a situação de Samanta não era nenhuma novidade para a gente daquele planeta.
Neste momento o médico explicava a verdadeira situação da gestação de Samanta. O exposto era inacreditável, quase inenarrável, difícil de digerir em primeira análise. Uma dose cavalar de bruta e dura realidade. A situação daquela gestação incrível era irreversível.
Conforme o explicado pelo competente médico: Samanta levava em gestação dois bebês em desenvolvimento normal.
Apesar das aparentes anomalias apresentadas pelos fetos, o crescimento de ambos era satisfatório. O choque arrepiante foi grande quando o médico, usando de muito tato, declarou que o menino que Samanta gerava em seu abençoado ventre não era filho biológico de Nicanor. O susto foi grande. A explicação que seguiu causou arrepios de medo no jovem casal. A dura verdade era difícil de aceitar.
Sem dúvida era impossível em sã consciência de acreditar que um pequeno acidente envolvendo Samantha desse origem a um problema tão sério. Ela quando na oportunidade da visita ao Planeta Opus, tivera a infelicidade de protagonizar o acidente com o BAGO, ou seja, tivera um contato direto com o minúsculo ser em estágio de nova vida. O líquido que escorrera em ferimento do miudinho penetrara na pele de Samanta. Nesta hora que tal fato ocorrera havia acontecido um fenômeno incrível, uma inseminação artificial naquele momento se deu na jovem gestante. Portanto, o menino que Samanta carregava era considerado um Clone de um owusplantex. As explicações foram detalhadas em mais de uma vez. O aparente problema era de difícil aceitação. Era ilógico. Assustador em demasia.
-- Por quê? Como? E Agora? Como faremos?
As perguntas em atropelos, em agonia, brotavam enrouquecidas dos lábios secos de Samanta. Nicanor mantinha-se em meditativo silêncio. O mundo pesava em tonelada em suas largas costas.
Por sua vez, O jovem doutor demonstrando uma tranqüilidade técnica, com carinho a tudo respondia com soluções. Aquela conversa se definia, quando se ouviu vindo da porta: “Toc, Toc, Toc”. Era Urias. Ele acabara de chegar e, com maneiras de singular educação solicitou permissão para adentrar. Foi autorizado.
Ao entrar e fechar atrás de si a pesada porta, o recém chegado demonstrou estranheza expressando seus sentimentos em rugas na larga testa.
Aquele clima que imperava no ambiente, as feições contraídas que denotavam angústias, eram bem visíveis e Urias logo as percebeu nos semblantes daqueles que ele considerava como seus meninos. Isto não o agradou em nada.
Seus olhos se fixaram naquela figura imponente do homenzarrão que a pouco se levantara, para recebê-lo.
Seu olhar interrogou O desconhecido. Ele não escondia o quanto estranhava vê-lo ali atrás daquela escrivaninha.
Uma pergunta bailava em sua mente:
“Quem será este sujeito aí? Com esta cara de urso?”.
A figura daquele homenzarrão que mais lembrava um urso e nada tinha a haver com a figura de um médico já saía do lugar de favorecido atrás da escrivaninha de trabalho e com modos corteses lhe estendia a mão em saudação.
Antes de qualquer vírgula ser pronunciada quatro frias pupilas de aço cruzaram o espaço em puro magnetismo. Urias e Cristoffer se encararam. Ambos estavam surpresos, uma sensação que já se conheciam os invadiu ao mesmo tempo.
Por longos milésimos de segundos os dois fortes homens se entreolharam com firmeza.
Aqueles olhares fundiam-se em um apenas. A energia cósmica e espiritual em alta voltagem eletrificou o ar. Ambos em eternos segundos escorridos, em mudo silêncio; sabiam de tudo sobre o outro. Intimamente, ambos questionaram a forte e latente atração.
Urias, ao percorrer os cinco passos que o separavam do barbudo, mantinha firme seu olhar interrogativo.
Um forte aperto de mãos aconteceu. Aquele gesto amigo naquela fração de segundos selou ali, um pacto de dois gigantes.
Tudo era estranho, aqueles dois seres tinham muito ou demais em igual. Ambos sentiram ser um o outro, a energia cósmica que os cobria ia ao extremo do desconhecido. Uma força estranha dizia aos dois homens, que aquele aperto de mão era quase milenar, o simples contato físico era dispensável.
Suas almas irmanavam em apenas uma centelha cósmica.
Nicanor encarregou-se de fazer as devidas apresentações.
Urias, após apertar a mão do novo amigo sobrepondo com energia sua inquietude, auto dominou-se, e então desviou seus olhos em direção aos seus meninos. Seu olhar os interrogou.
Ele Sentia em seus semblantes a encruzilhada de problemas. Observando com atenção percebeu Nicanor tentando disfarçar seus ânimos, mas não se contentando com isto, o velho concentrou sua atenção em Samanta, que ao contrário do marido não conseguia esconder seu desespero. Sua imagem traduzia o drama que vivia. Os Últimos acontecimentos se retratavam em seus Olhos que se achavam chorosos, o belo rosto já apresentavam grandes olheiras, seus Lábios trêmulos estavam pálidos, até os Cabelos se achavam em desalinhos.
Urias que nem de longe podia imaginar tudo aquilo que a jovem mulher passara nas últimas horas, ao ver o sofrimento estampado no rosto da moça ficou muito preocupado.
Mas mesmo assim o bom homem segurou suas inquietude e esperou com ansiedade uma explicação.
Samanta, não agüentando a pressão dos últimos acontecimentos desabou em prantos. Angustiada, levantou-se, indo refugiar em soluços no largo peito de Urias. Os três homens com palavras amigas se esforçaram para acalmar a desesperada.
Então Urias não agüentou E sem esconder sua preocupação perguntou com voz enrouquecida: --O que é isso minha gente. O que está acontecendo?
Nicanor, com delicadeza amorosa tirou sua Santinha dos braços do amigo protetor, e pedindo para que esta se acalmasse se dispôs a dar as devidas explicações ao velho amigo.
Sua voz soou abafada ao pedir: --Por favor, Urias, sente-se, que você já vai saber de tudo.
O capataz, por sua vez balançou a cabeça e obedecendo, assentou-se em uma das cadeiras que ali se achavam e aguardou em silêncio.
Ele pressentia que aquela explicação seria complicada. E assim foi.
O jovem Crist nada dizia. Mudo silencioso estava; seu Olhar era sereno, sua fisionomia dizia que o mesmo refletia.
Por sua vez, Nicanor pensou, pensou, não achava por momentos a melhor maneira por onde deveria começar o relato. Preocupava-se com o impacto do que ia narrar. Um pouco inquieto, levantou-se, pegou mecanicamente uma garrafa de aguardente que ali sempre se encontrava, serviu uma boa talagada em um copo, estendendo com mãos trêmulas ao amigo. Urias, nesta hora viu que o adiante seria muito sério. Enquanto sorvia pequenos goles da boa cachaça Em silêncio aguardou.
Nicanor limpou a garganta, ele sabia que aquela história seria muito difícil do amigo assimilar.
Sem outro jeito, sem achar uma melhor maneira para por o amigo em esclarecimento de situação começou dizendo quem era ali o jovem barbudo.
Urias a princípio, não entendeu, pois Nicanor perturbado como estava soltou de uma vez só. Foi dizendo num fôlego , que aquele homem ali era Gallus, do Planeta Owus. Foi muito difícil e complicado contar o que acontecia, para Urias também Foi muito difícil entender o que realmente sucedia. A conversa entrou pela madrugada.
Vencida pelo cansaço, Samanta encostada no ombro do marido acabara por adormecer.
O silêncio da noite lá fora só era quebrado pelos coaxar dos sapos, pelos cricris dos grilos. Um horrível pio de coruja mortalha cortou a noite lá pelas bandas do grande pasto. As almas ali em reunião naquela biblioteca, ainda sofriam.
A vivência e seu forte coração ajudaram Urias a suportar ouvir todos os absurdos que ali fora dito.
Agora ele mantinha Um rosto de pedra, mudo e impassível. Refletia.
Foi neste momento que Nicanor pediu licença, pois se fazia necessário levar sua Santinha para o quarto de dormir. Ela igual SONÂMBULA SEGUIU COM O MARIDO. Este, logo retornou.
Os minutos que Urias mais Crist ficaram sozinhos quase nem se falaram. Ambos apenas refletiam seus momentos.
Aquela energia que os ligava incomodava suas cabeças. O olhar de Crist parecia, em brilho, ter chegado a uma conclusão. Brilhou em estrelinhas. Foi relâmpago. Urias nada percebeu. Sua cabeça estava cheia. Com o retorno de Nicanor, a prosa seguiu em frente. Agora Alguns goles de cachaça os acompanhavam. O galo índio de pescoço pelado cantou lá no alto do poleiro. Seu rival, o grande galo carijó, respondeu em dueto. A noite esvaía. O alvorecer não tardava. A Natureza começava seus acordes em sintonias múltiplas. O raiar de um novo dia era por pouco. A Terra voltava a completar, mais uma vez seu não, intermitente giro sobre si.
Ali, naquele rincão começava o alvorecer, em outro canto do Mundo, lá pelas terras de nossos irmãos japoneses, a noite ia chegar. O mundo girava, girava, girava... Os primeiros raios de um poderoso Sol, daquele primeiro dia de dezembro deste ano vieram a pegar aqueles três homens em desperto conversar. O alarde da cachorrada avisou que os “bóias-frias” chegavam para cumprir contrato de colher frutas. Ali, conforme costume na área rural o dia para seus habitantes também começava com o raiar do Sol ainda escondido. O cheiro de um bom café fresco já há muito enchia o ar e corria longe. Isto dizia que a boa Dolores já estava na lida.
Urias saiu para cumprir suas obrigações, ia receber a peãozada. Prender os cachorros era necessário. Lavou com gestos fortes e frenéticos de mãos, seu cansado rosto, em água de relento. Aquela fria água serenada que descia da mina lhe ajudou. , passou na cozinha, engoliu com pressa um cafézinho fresco E lá foi ele receber os contratados. Seu corpo pesava.
Lá na biblioteca, ficaram Nicanor e Cristi. Eles planejavam seus próximos passos.
O jovem Cristoffer, já idealizara um plano de ação. Ele neste momento dizia a Nicanor o que intencionava fazer.
-- Nicanor, eu vou montar um consultório médico para poder melhor atender a Samanta. A partir de agora, seria mais prudente e conveniente que eu a atenda em particular. O que você me diz? - Nicanor concordou de pronto. Neste instante o assunto foi interrompido, pois, Dolores tomara a iniciativa, e trouxera: café, bolinhos de arroz e virado de feijão com torresmo, e junto uma cestinha com algumas frutas frescas.
Samanta, que pouco dormira, pois, seu sono fora atribulado, com uma aparência de mulher que sofre um resguardo mal cumprido também já se encontrava de pé.
A pobre moça se esforçava para esconder da preocupada Dolores, o drama que ela e Nicanor viviam. Sempre com Meios sorrisos forçados, que brotavam sem graça nos seus lábios que se achavam pálidos, seus olhos também estavam sem brilho algum e inquietos, desmentiam o que aqueles lábios sem cor diziam. Tentando expressar um entusiasmo que estava longe de sentir, contou a novidade:
-- Dolores, você vai ser vovó de um menino e uma menina. Estou grávida de dois.
Ao falar sua voz soava surda apesar do rompante, e da maneira brincalhona que imprimia na voz.
Enquanto falava, veio a sua mente a lembrança, de que no dia anterior nada havia comentado. No entanto, Dolores mais uma vez demonstrava não ser enxerida; apesar de toda sua preocupação. A boa alma apenas ficou na expectativa dos detalhes, enquanto exclamava toda entusiasmada:
--Benza Deus! Que a benção de Santa Margarete cubra os anjinhos.
Samanta, ao ouvir aquele pedido em louvor, quase caiu em pranto.
Com esforço de guerreira engoliu aquelas lágrimas que teimavam em escapar.
Ela neste instante Bebericava um forte café preto e para disfarçar seus sentimentos, Em atitude de agradecimento, com o intuito de clamar proteção, disse com uma voz diminuída.
-- Vou apanhar algumas flores para colocar em louvor à nossa Protetora.
Ali, naquela casa em um dos cantos dá espaçosa sala se achava um pequeno altar, onde podia se ver uma linda imagem de uma Santinha.
Santa Margarete ali naquele bem cuidado altar era em louvor de fé referenciada.
Aquela imagem em representação de fé, com seu branco manto, sempre recebia aos seus pés flores perfumadas.
Este ritual de adoração e louvor era antigo, vinha desde os tempos de dona Margarete, falecida mãe de Nicanor e Margot.
Acima um pouco do pequeno altar, podia se ver uma grande cruz. Aquela cruz trazia a imagem de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
Algum entalhador retratara ali em boa madeira: Ele, PREGADO com os HEDIONDOS CRAVOS. Ele com seus braços abertos, e com sua cabeça pendendo para um lado trazia a horrível coroa de espinhos.
Neste instante os olhos de Samantha miravam Aquela cruz, aquela imagem que lhe lembrava Nosso Redentor, Nosso Salvador.
A jovem senhora ainda muito angustiada, mas cheia de fé buscava a ajuda Daquele que não morreu... Aquele que é sem dúvida a nossa luz. Ela orava: “Jesus de Nazaré, filho unigênito, nosso Senhor! Daí-me forças”.
A moça sempre trazia no seu coração muita fé, ela acreditava com fervor que só ele, somente Ele, é quem carregava as suas e as nossas cruzes. Suas preces diziam: “Jesus a todo louvor em onipotência. O Senhor é o meu caminho para a eternidade junto ao pai, Jesus Senhor dos santos e pecadores! Sois o meu salvador, me ajude e me carregue nestes momentos tão amargos e turbulentos que enfrentamos!
Samantha que possuía uma fé inquebrantável desde muito sabia que: Seja um cristão dos mais corretos, seja um Cristão dos mais pecadores. Jesus sempre o ouvirá, principalmente quando em prece sincera se pratíca a oração que Ele nos legou.
Seja em qual idioma for, seja em que lugar for e em qualquer momento.
A moça que naquele momento se agarrava com fervor em suas preces, ainda teve tempo de lembrar-se de um antigo comentário que um dia ouvira de alguém:
“É dona menina! Jesus sempre está a nos ouvir! Até Uma pecadora que seja igualzinha a bela Consuelo com certeza será ouvida”.
“Mesmo a endiabrada Consuelo com seu sofrido Espanhol, será ouvida por Jesus!”. .
“É menina um dia eu presenciei a bela bailarina praticando a oração do Pai Nosso”
Tais comentários fora feito por uma senhora gorducha e havia acontecido em uma daquelas famosas reuniões das senhoras virtuosas da pequena vila.
A falsa cristã que pelo jeito dominava um pouquinho o idioma espanhol, chegou a imitar a bela bailarina.
Era esta oração que neste momento tão difícil, Samanta praticava com fervor. Ela após trocar as flores do altar, se pôs de joelho e com muita fé, pedia ao Altíssimo há ajuda que precisava para enfrentar com valentia o seu drama.
Pouco A pouco uma força estranha invadiu-lhe a alma.
Ao sair dali, um sorriso esperançoso desenhava-se nos seus lábios, seus olhos agora tinham um brilho especial.
Aprumando os ombros e erguendo bem a cabeça foi novamente, ter com Dolores na cozinha.
Foi ali que Nicanor veio a lhe encontrar, como se fosse singela rosa perfumada .
Esta odisséia continua. Não perca nosso próximo capítulo!
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