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Conhecendo o povo do Planeta Ovus...

Publicado por: cisco.devair
Data: 14/02/2009
Hora: 09:14:56
Página: biblioteca_ler
Na categoria: x
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A ODISSÉIA DE STARSOL & LUASAT
Capítulo: VII

Conhecendo o povo do Planeta Ovus...
--Estamos no planeta ÓVUS, por favor, entrem ali por uns minutos, pois é necessário que seus organismos façam uma adaptação química e biológica, para poderem respirar nosso ar.
Como tudo estava sendo bem explicado e o casal já confiava nos OWUSPLANTEX que era o nome daquele povo, tudo estava sendo detalhado minuciosamente e Nicanor e Samanta assimilavam normalmente, pois LENNOX, que era o nome do migalha com cara de bebê professor foi quem pediu que eles entrassem em uma espécie de bolha em forma de um ovo transparente. Os migalhas eram gentis, calmos e transmitiam confiança, haviam dito que em seu planeta existia na composição química um gás a mais no ar que ocasionaria uma sonolência, um mal-estar, mas que não era prejudicial para os seres-humanos, mas fazia-se necessário uma adaptação do organismo.
Após permanecerem alguns minutos naquela cabine ovalada e sentirem alguns arrepios diferentes, uma espécie de zonzeira e um pesado estranho nos pulmões saíram de lá aparentemente mais fortes.
Estavam prontos para conhecer e pisar o solo daquele planeta, os seus corações pulsavam acelerados. Suas cabeças procuravam imaginar o que estaria atrás daquelas portas? Será que todos seriam amigáveis como os tripulantes daquela nave? Será que voltariam para casa? Enquanto estas perguntas passavam por suas cabeças, observavam os OVUSPLANTEX reunidos em volta dos Migalhas, em profundo silêncio. Estavam agradecendo pelo sucesso da viagem, em uma conversa telepática com aquele que era o seu MENTOR ESPIRITUAL. Posteriormente foi explicado isso ao casal.
Agora que estavam reunidos, foi possível observar com detalhes todos os tripulantes do chamado OÃIVA, ou seja, aquela nave dos OVUSPLANTEX, em volta dos Migalhas, aproximadamente 50 seres de todos os tamanhos. Alguns pareciam com nossa gente, diferenciando apenas a cor da pele, pois seu tom era rosado, sua aparência, a primeira vista, realmente lembrava os seres-humanos.
Após passarem aqueles minutos de silêncio, sentiu-se no ar um suave aroma, era agradável parecendo cheiro de flores silvestres. Aquilo era um gás que fazia a limpeza de possíveis irradiações espaciais. Tudo que acontecia ia sendo explicado por Gallus que faria o papel de guia para Nicanor e Samanta. Ele já havia falado que seu povo nascia grande e que tinham, quando eram pirralhos, a mesma aparência de Argus, o grandão desengonçado que pouco falava e que demonstrava medo. Então, foi aí que tudo ficou esclarecido, o grandão não passava de uma criança, que, com o tempo, mudaria sua horrível aparência e que logo estaria com um tamanho menor e outro tipo aparente.
Os ovusplantex nasciam grandes e conforme envelheciam ficavam mais bonitos, ou seja, ao contrario de nós, eles não envelheciam, apenas diminuíam de tamanho chegando a tornarem-se BAGOS, que na realidade voltavam ao tamanho de uma semente. Semente esta que era uma mistura de planta com animal. Pelo jeito os ovusplantex eram: uma civilização trangênica, ou seja, misturado o gênese animal com vegetal, todos que ali viviam há milhões de anos eram como nós e depois de uma guerra que eles tiveram, houve uma mutação biológica, então passaram a ser como eram hoje.
As portas começaram a abrir e finalmente o casal iria conhecer aquele mundo. Gallus foi à frente guiando-os; ao saírem, o comitê de recepção foi incrível: Lindas amazonas vestidas de guerreiras, montadas em cavalos enormes, pareciam antigas guerreiras de Atenas, eram verdadeiras deusas da guerra, portavam armas brilhantes, todas eram como nós, com mais ou menos 1,80m de altura, com longos cabelos presos por um arco de pedras brilhantes no alto da cabeça, vestiam-se com uma roupa de duas peças, a parte superior, um pequeno colete em um cinza metálico, e uma mini-saia em marrom escuro, deixando à mostra longas, fortes e bem torneadas pernas, cobertas parcialmente por botas da mesma cor do colete, que iam até os joelhos. Eram lindas mulheres cor de rosa, que sorriam amigavelmente e desejavam boas vindas, manifestavam tal cordialidade com as suas mãos direitas levantadas.
Gallus explicou que em seu planeta os guardiões eram as opostas, nome pela qual chamavam aparentemente o outro sexo. Na realidade eles nasciam uma vez com a aparência masculina e outra vez com aparência feminina, ou seja, em uma espécie de reencarnação.
Uma linda Migalha, loirinha como uma boneca cor de ouro, com um ramalhete de lindas flores adiantou-se e o estendeu à Samanta, que se abaixou para recebê-lo, acompanhada por Nicanor que também de cócoras recebeu um delicado beijo da pequena embaixatriz. A pequenina tinha um porte majestoso, bem feminino, lembrava a conhecida boneca Barbie. A seguir foram cumprimentados por diversas e diferentes autoridades ovusplantex, conforme foram apresentadas por Gallus que se mantinha sempre ao lado do casal. Nicanor e Samanta, em virtude de sua simplicidade, estavam encabulados com tantas honrarias, apesar disso, sentiam uma alegria muito grande, estavam aliviados, haviam perdido o medo, pois estavam sendo tratados como visitas queridas e bem-vindas. Tudo que ia acontecendo, tudo que eles não soubessem, lá estava o tampinha Gallus, prestativo e risonho esclarecendo. Em sua voz percebia-se o orgulho da recepção de seu povo.
O casal conheceu coisas incríveis: os costumes, a tecnologia, as suas origens, o que eles pretendiam com o povo da Terra, quais eram seus problemas, enfim, os dois teriam histórias para contar até para seus netos.
Apesar de ficarem um bocado de tempo nesta visita, ao mostrarem preocupação com horário, Gallus acalmou-os, voltando a explicar que ao voltarem atravessariam os portais espelhados do universo, de uma maneira que o tempo fosse reduzido.
Bom, havia chegado o momento de retornarem à Terra. Era hora de partir, tudo estava pronto, a tripulação estava a posto, começaram as despedidas, então foi constatado que aquele povo tinha sentimentos iguais aos nossos. Alguns choravam: P principalmente Argus que havia se apegado muito a Samanta. Ele chorava muito, soluçando bastante, derrubando grossas lágrimas; alguns vieram com pequenas lembranças que davam ao casal. Alguns queriam abraçar, outros beijavam, outros davam uma espécie de tchauzinho. Realmente ali ficavam novos amigos, pensou Nicanor, prometendo que um dia voltariam.
Na viagem de volta foram relembrados os momentos passados no planeta Óvus, lembraram de fatos acontecidos, principalmente do incidente envolvendo Samanta que havia esbarrado em um dos recipientes, onde ficavam os Baggos que estavam prontos para retornar a uma nova existência. Os Baggos eram mantidos em uma grande área coberta, parecendo uma enorme estufa com todos os apetrechos de um hospital, com alguns Owusplantex cuidando constantemente. Foi em um desses recipientes que Samanta esbarrou, derrubando-o e, precipitadamente, pegando um dos Baggos em suas mãos, e sendo alertada na hora para não o fazer, pois poderia haver futuras complicações.
Logo em seguida, com bastante rapidez, levaram o pequeno Bago para outro lugar, pois na queda ele havia sofrido um pequeno arranhão e soltava um fio de líquido rosado, que inclusive manchou as mãos de Samanta. Aquela mancha, em um segundo, penetrou na pele de Samanta, que nunca poderia imaginar como aquele acontecimento mudaria suas vidas, como aquele incidente alteraria a vida do planeta Óvus e a vida na Terra. Uma das curiosidades daquela civilização era que eles, havia séculos, não procriavam, não praticavam sexo, era um povo estéril, eram quase como nossas bananeiras, que apenas são replantadas com mudas. Este era um dos principais problemas que enfrentava aquele povo.
Suas peregrinações pelo espaço e por outros mundos iguais ao nosso planeta também tinham finalidade de descobrir fórmulas para resolverem seus problemas, Todas essas informações estavam sendo colocadas para Nicanor e Samanta de uma maneira bem sigilosa pelo novo amigo. Gallus demonstrava uma sabedoria e uma inteligência espantosa, dominava com segurança nossa língua, aprendera rapidamente nossos costumes, soltando de vez em quando umas piadinhas.
Aparentemente as idades dos OWUSPLANTEX tinham Certo paralelo com nossas vidas: viviam em média 100 anos, baseando pelos dados que Gallus foi passando. O próprio tampinha deveria estar com mais ou menos 50 anos, pois conforme havia explicado, agora que ele era um adulto, agora que ele estava no meio da idade; apenas com a diferença que suas existências eram ao contrário das nossas.
Ao falar sobre as lindas mulheres de seu planeta, seus olhinhos brilhavam com mais intensidade, o que gerou uma pergunta de Nicanor, que perguntou se ele tinha uma namorada, se eles namoravam, se eles viviam juntos.
Com detalhes, demonstrando até um certo conhecimento de nossos costumes, o tampinha foi fazendo comparações, do tipo de relacionamento que eles mantinham com suas companheiras, que namoravam e também ficavam juntos, que tudo era dividido, tudo era uma verdadeira harmonia, que ele era sozinho, pois viajava muito pelos outros mundos, mas que começava a sentir falta de uma companheira.
Samanta também participava da conversa, e quis saber:
--Eu gostaria de saber se a sua altura não atrapalha em seus relacionamentos?
--Que tamanho? O que eu estou agora? - devolveu a pergunta Gallus, em seguida completando --Bom, meus amigos não se assustem com o que vocês vão presenciar agora - falando isso, o tampinha começou a crescer, crescer, crescer até ficar com o tamanho de Nicanor, que deveria beirar os dois metros de altura.
--Incrível! Nossa! Como você fez isso? - perguntou Samanta, muito assustada.
--Nós do planeta Óvus, alteramos nossas aparências, tanto no tamanho, como também a cor de nossa pele, ou se desejarmos, mudamos completamente nosso visual - falando isso foi mudando de cores, de tamanho, ficando com outras aparências, mais bonito, mais feio, chegou a ficar com um tipo semelhante a nossa gente; quando voltava ao normal, morria de rir, ao ver as caras dos amigos. Brincando, foi perguntando a Nicanor e a Samanta como eles gostariam que ele ficasse, qual o visual legal que ele poderia usar na Terra; falando assim foi assumindo aparências de diversas pessoas conhecidas da Terra, principalmente do meio artístico, quando voltava ao seu aparente normal continuava a rir, até que perguntou:
--O que vocês acham?
Nicanor e Samanta, não souberam responder, estavam abobalhados, ficaram uns minutos sem ação, obrigando Gallus a insistir na pergunta:
--Então, o que vocês acham?
Depois de pensar um pouco, Samanta respondeu com calma, usando de uma certa psicologia filosófica:
--Bom, eu penso que você deve sempre ser como é verdadeiramente.
Ao responder assim, não esperava ser questionada por Gallus, que prontamente falou:
--Ué! Na Terra, desde os primórdios da civilização, seus habitantes vivem tentando mudar suas aparências! - demonstrando conhecimento da vida terrena, foi dizendo:
--Os povos mais antigos de seu planeta viviam usando pequenas coisas, como ossos de animais, pedaços de madeiras e pedras que brilhavam, para supostamente ficarem diferentes em diversas situações do tipo religiosas, sociais ou principalmente para agradar ou chamar a atenção do sexo oposto. Os machos sempre fizeram uso de penas de animais ou simplesmente fazendo as chamadas tatuagens ou usando artifícios para demonstrarem que são fortes fisicamente, e as fêmeas sempre empetecaram-se com bugigangas de todos os tipos, sempre preocupadas em como alterarem a cor da pele, quero dizer, os bronzeados artificiais. Então, não é verdade que apesar de tais costumes aparentarem uma ignorância, com o passar dos séculos, seu povo continuou com tais hábitos chegando aos absurdos dos dias atuais que alteram tudo, simplesmente pela vaidade, fazendo as chamadas operações plásticas, implantações de coisas e objetos estranhos no corpo, operações de estômago, a chamada lipoaspiração, ou um punhado de verdadeiras mentiras com as operações para trocarem de sexo, maquiagens de todos os tipos, sem falar dos cabelos que se chega ao cúmulo dos absurdos. Fala verdade Samanta, vocês não fingem o que não são realmente? Principalmente as mulheres de sua época não estão exagerando em suas metamorfoses! É como vocês dizem: “por fora bela senhora, por dentro pão bolorento!”.
--Ah! Ah! Ah! Ah! Essa foi boa! - deu uma gostosa gargalhada Nicanor, em seguida fazendo a correção do famoso e conhecido dito popular. --O certo é por fora bela viola, por dentro pão bolorento Ah! Ah! Ah!
--Pára Nic! Pára! - pediu Samanta, que havia vestido a carapuça, pois também tinha lá suas vaidades e tinha até comentado que com a sua gravidez seu corpo mudaria, um pouco fazendo dengo, mas na realidade as mulheres quando se tornam mães pela primeira vez, costumam ter esses pensamentos egoístas, até que verdadeiramente sintam a graça divina do que é ser mãe.
Nicanor prontamente desculpou-se, pois sentiu que a verdade do que havia sido dito havia incomodado Samanta. Ele sabia que essas verdades incomodam a maioria das mulheres, principalmente as que atingem certa idade ou aquelas que não foram agraciadas com dotes físicos em seus nascimentos, enfim elas nunca estão contentes, pensou Nicanor, que continuou explicando ao novo amigo.
--Viu? Gallus, esse dito popular conforme eu falei é assim: “por fora bela viola, por dentro pão bolorento!”.
Esse “ditado” ou “provérbio” conforme nós conhecemos é originário de um país chamado Itália e foi trazido para o meu país, o Brasil, pelos imigrantes italianos, sendo que até hoje usamos quando queremos dizer que alguma coisa ou alguém é bonito só por fora. Nicanor, ao dar essas informações ao amigo, lembrou de outro querido amigo, Urias, que era uma sumidade em ditos populares e trocadilhos verbais.
De repente ouviu-se um aviso sintético: “Chegamos ao nosso destino... Estamos no planeta alagado! Por favor, preparem-se para aterrissagem, temos 30 segundos para o desembarque”.
Haviam acabado de pousar. As despedidas foram rápidas, pois tudo já havia sido combinado, tudo já havia sido planejado, o casal estava dentro de seu carro, levavam consigo instruções de como deveriam proceder. Como haveria novas comunicações e novos contatos, haviam pedido ao casal que guardassem segredo, que, sendo possível, esperassem com muito cuidado os futuros contatos. Deixaram uma minúscula e avançada parafernália tecnológica de comunicação para que pudessem comunicar-se, com a recomendação que tais comunicações fossem realizadas somente nas madrugadas.
Por último disseram: Que breve eles fariam novas visitas. Gallus pediu que nunca deixassem de usar o anel que estava no dedo de Nicanor e que Samanta também sempre usasse aquele lindo bracelete, pois as duas jóias eram na realidade tradutores de idiomas. A Oãiva começou a zumbir como uma grande abelha, o carro foi envolvido por aquela fumaça cor de rosa, abriram-se as grandes portas e o desembarque foi realizado.
Quanto tempo será que durou esta viagem?
Confira isto no próximo capítulo!

 

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