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A vida continua e a zumira torce o rabo...

Publicado por: cisco.devair
Data: 14/02/2009
Hora: 09:14:16
Página: biblioteca_ler
Na categoria: x
Leituras: 86

 

A ODISSÉIA DE STARSOL & LUASAT

Capítulo: VI
--A vida continua e a zumira torce o rabo...
--Seo Oriiias! Ô Ô Ô Seo Oriiias! Corre Seo Orias!
--O que assucede, cara de mingau azedo? Por acaso viu a mula sem cabeça?
--Rápido Seo ORIAS, a Zumira tá dando cria!
O assustado menino falava afobado, enquanto puxava Orias pelo braço.
--Calma moleque! Isso não tem pressa! Mas mesmo assim apressou os passos em direção ao chiqueiro, para ver o que podia fazer pela porca Zumira e suas crias.
A Zumira, realmente acabava de parir uma bela ninhada, o traquejado peão, com carinho e muito cuidado, ajudou a heróica mãe. Dava gosto de ver o olhar do bom homem que foi contando, entusiasmado, 12 filhotes: nove feminhas e três machinhos.
--Maravilha! Se vingar todos vai ser uma beleza.
--O que é vingar Seo Orias? Por acaso é uma vingança?
--Não, neste caso quer dizer os filhotes sobreviverem, agüentarem e vencerem os primeiros dias.
--Por quê? - quis saber o curioso menino.
--É que veio o máximo, pois vieram 12 filhotes e a Zumira só tem 11 tetas, e o importante é que vieram mais leitoinhas, que estarão no ponto até as festas de fim de ano.
--E daí, Seo Urias como eles vão mamar? Se não tem teta pra todos?
--É... Nós vamos ter que tratar na mamadeira até que eles consigam se revezar.
--Como assim Seo Orias?
--UUUrias! Com u! Cara de tomate podre!... Bom, vamos escolher um deles, e sempre vamos ter que dar uma mamadeira com o leite que sobrar das mamadas.
--E a Zumira vai deixar a gente pegar? Ela vai ter leite pra todos? Ela vai agüentar tantos filhos?
--Vai, vai sim, ela é uma porca muito boa, e vê se pára de perguntar e vamos embora que está chegando à hora da bóia.
A vida no pequeno sítio continuava: tudo era paz, tudo era harmonia. O almoço sempre estava pronto lá pelas 10 horas, pois todo mundo ali pulava cedo, a barriga também roncava mais cedo.
--O Seo Orias, os tios não estão demorando muito?
--Urias! Moleque, Urias! Vê se aprende e pára de perguntar toda hora. O patrãozinho só vai chegar à tardinha, eles, além de irem ao médico, iam aproveitar para fazer algumas compras.
Neste instante, os cachorros começaram a latir, o alegre alarme ouvia-se ao longe. Era possível também se ouvir uma buzina de carro que avisava a chegada de visitas.
Os latidos e o buzinaço provinham lá de perto da porteira.
“Quem seria nesta hora?“ pensou Urias, perguntando pra si mesmo. “O patrão falou que ia só chegar à tarde.”
Deixando seus pensamentos de lado, ele chamou o menino Manoel:
--Vamos lá o filhote de cruz credo! Vamos lá para ver quem chegou.
O menino chispou na frente igual um rojão. Logo voltou:
--É tia Margot! É a tia Margot!
Ao ouvir os gritos do esperto menino, lá da casa grande saiu correndo a rechonchuda cozinheira vinha enxugando as mãos no surrado avental. Procurava ajeitar o lenço branco que sempre cobria seus longos cabelos negros. Alcançou Urias no meio do caminho, seus olhos brilhavam de satisfação. As visitas da menina Margot era uma das grandes alegrias da imaculada Dolores.
Margot acabava de estacionar o carro embaixo da velha figueira, vinha acompanhada de uma amiga.
--Hei pessoal! Tem almoço nesta casa? - foi gritando e descendo do carro a bela Margot, que a olhos vistos percebia-se que a cada dia transformava-se em uma formosa mulher. Primeiro beijou com carinho a antiga babá, enquanto Suzy, sua amiga abraçava e brincava com Urias e Mané. Os dois caipirões ficaram vermelhos iguais a tomates maduros.
Suzy, uma linda morena alta de formas exuberantes, rosto de musa e olhar malicioso, já era amiga de todos e sempre vinha passear no rancho.
Ao cumprimentar Urias lascou um beijo estralado em sua testa e foi dizendo:
--Tô louca para tomar aquela caipirinha gostosa que só você sabe fazer.
O velho índio ficou nas nuvens e só soube resmungar uma boba resposta.
Dolores, nesta hora disfarçou a pontinha de ciúmes que sentia da alegre visita.
--E, cadê o Ni e a Sá? - perguntou Margot, querendo saber o paradeiro do irmão e da cunhada.
--Não estão em casa?
Dolores pronta respondeu:
--Eles saíram com o canto do galo, foram cedinho para a cidade, a patroinha foi fazer uns exames lá no hospital.
--E, MEU DEUS! Vai dizer que ela está doente?
--Não, não, é que parece que vai chegar a cegonha por aqui.
--É mesmo? Que legal! Então finalmente vou ser tia! Já estava na hora. - exclamou alegremente Margot. Mas, nem acabou de soltar estas palavras, a bela moça se corrigiu:
--Quero dizer tia de sangue né? Pois já sou tia deste malandrinho aqui!
E olhando com carinho para o menino, perguntou:
--E você, seu macaquinho arteiro, como vai indo na escola? Vai passar de ano? Enquanto perguntava: A moça carinhosamente premiava com escandalosos beijos O menino.
--Vou sim tia, vou passar direto - respondeu o fedelho, cheio de orgulho.
Enquanto falavam iam caminhando para a arejada varanda da casa grande, o papo era animado, as novidades eram muitas, cada um falava sobre um assunto e gostosas gargalhadas ecoaram pelos ares da propriedade. Suzy tinha o hábito de sempre fazer brincadeiras, sempre contava alguma piada, sempre acompanhada de uma solta gargalhada.
Dolores e Margot foram para a cozinha com a desculpa de terminarem o almoço; na realidade as duas estavam ansiosas para trocarem suas confidências.
Urias, Mané e Suzy ficaram ali na arejada varanda. Urias, com sua vasta experiência, contava anedotas e casos antigos que os dois jovens escutavam admirados. Suzy com suas piadas e brincadeiras, fazia o menino Mané ROLAR NO CHÃO COM AS MÃOS NA BARRIGA de tanto rir.
Em Certo momento Urias disse ao alegre e feliz menino:
--Vai buscar uns limões frescos, que eu vou caprichar em uma caipirinha, para esta flor de cactos.
--Jóia! Então eu vou aproveitar para colocar uma roupa mais confortável, dá licença Urias, volto já. - falou Suzy.
O velho estradeiro foi para a cozinha, a fim de pegar gelo para fazer a FAMOSA CAIPIRINHA.
--O que as duas matracas, estão fofocando, de quem estão falando mal, vai ver que esta MADONA está falando de mim.
--Pelo jeito vocês dois continuam a implicar um com o outro, não é?
--Senhor Urias, eu tô falando, isso vai dar casamento. - riu gostosamente a moça.
--Deus me livre! Isso nunca. - falou Urias.
--Sai daqui seu velho carcamano, vai lá fazer sua caipirinha! Em seguida a boa cozinheira um pouquinho despeitada resmungou praguejando baixinho: --Tomara que dê uma baita dor de barriga. -
Mané já havia voltado com os limões e conversava alegremente com Suzy, que também já voltara. A moça estava maravilhosa, usava uma bermudinha jeans azul, deixando aparecer suas belas longas e bem torneadas pernas bronzeadas, uma blusinha com um decote generoso, fazia qualquer cristão perder a respiração. Urias que não segurava a língua fez um elogio destacando as belezas da moça; que sempre gostava quando era admirada e sempre procurava insinuar-se cruzando as pernas, ou abaixando e mostrando o decote. Quem ficava irritada com isso era Dolores, que reparava o olhar de cobiça do velho índio.
Enquanto o papo na cozinha era na base do cochicho e certas risadinhas maliciosas misturadas com barulhos de panelas, louças e talheres, lá na varanda a animação era total, as gargalhadas eram soltas e alegres. Na mesa, duas jarras, uma com caipirinha e outra com limonada. De repente soltou o menino Mané:
--Oh, Seo Urias o que é flor de cactos?
--Flor de cactos é uma das flores mais bonitas que existe.
--Ah, é por isso que o senhor chamou dona Suzy de flor de cactos? Porque ela é bonita?
--É, é verdade mim fez uma comparação.
O homem usando seu dialeto foi explicando:
--Mas é bom lembrar, que esta flor é uma das mais belas e perfumadas, só que macacos velhos que não metem à mão na cumbuca e fedelhos que cheiram mamadeiras, quando se metem a tocar ou pegar uma, provavelmente saem arranhados, pois, esta planta onde nasce esta flor em questão também tem muitos espinhos.
Suzy, quase morreu de rir da explicação literária e comparativa de Urias. Quem ficou boiando foi Mané. Apesar de o papo estar animado, seus participantes foram obrigados a dar uma pausa, pois lá da cozinha veio o aviso:
--Pessoal! O ALMOÇO ESTÁ NA MESA! TODO MUNDO LAVANDO AS MÃOS.

Enquanto TUDO ISSO ACONTECIA, LÁ NO DISTANTE planeta Óvus Nicanor e Samanta estavam conhecendo as maravilhas da tecnologia, dos incríveis poderes que tinham aquele povo, como possuía diferente e sofisticada tecnologia. Suas maneira de viver se diferenciava muito em relação aos nossos costumes. Quase o oposto do que somos e de tudo que fazemos até então.
Bom enfim... Acho que Vale à pena você conhecer tais maravilhas também!
Esta saga continua!


 

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