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ParteXIV

Publicado por: luis.campos
Data: 14/12/2008
Hora: 17:00:08
Página: biblioteca_ler
Na categoria: ------
Leituras: 59

 

Parte XIV


Como Totó já estava lá fora, Danyl e Dorothy decidiram sair também.
O cenário era desconhecido para eles e Totó insistia em latir para um
dos cantos externos da casa. Curioso, Danyl foi até o local e observou
que eles haviam aterrizado exatamente sobre uma casa e esta fora
soterrada...

- Veja, Dorothy... pousamos sobre uma casa e esta afundou no chão!

- Só espero que não tenhamos machucado ninguém, Danyl!

- Acho que não tinha gente em casa, Dorothy! Pelo menos, eu não vi!

- Ainda bem! Onde será que estamos, Danyl?

- Não faço a mínima idéia, Dorothy!

- Quero voltar para casa, Danyl! Não há lugar como o nosso lar!

- Isso é verdade, Dorothy! Boa romaria faz, quem em sua casa está em
paz!

- Vamos dar uma volta por aí, talvez descubramos como voltar!

- É uma boa idéia, Dorothy!

Acompanhado por Totó, eles seguiram por uma estradazinha ladeada de
flores e plantas estranhas...

- Essas plantas têm umas caras feias, Danyl!

- Cuidado, Dorothy... são plantas carnívoras!

- Fique aqui ao meu lado, Totó!

- Olhe ali uma placa, Dorothy! Vamos ver o que diz!

E eles caminharam até a tabuleta...

- Aqui diz, "Terra de OZ - Leste", Danyl!

- Que lugar será este, Dorothy?

- Não sei... mas vou descobrir!

- Precisamos voltar pra casa logo... seus tios podem chegar e se não
encontrarem a casa ou você, vão ficar doidinhos!

- É verdade! Temos que descobrir como voltar para casa!

Nesse momento, voando entre as flores, surgiu diante deles uma pequena
e graciosa figura...

- Olá, pessoal!

- Olá, moça! - cumprimentou Danyl.

- Olá, bonequinha! - disse Dorothy.

- Quero agradecer a vocês o favor que me fizeram e gratificá-los!

- Que favor? - indagou Dorothy.

- O de terem matado a Bruxa Má do Leste!

- Oh, não! Tinha alguém naquela casa! Então foi por isso que Totó
latia tanto! - disse tristemente Dorothy.

- Au au au!

- Até Totó entendeu o que você disse, Dorothy!

- Mas ele me compreende, Danyl... e eu o entendo!

- Não fique triste, menininha! Com a morte da Bruxa Má do Leste, vocês
libertaram os "Pimpolhos" que eram escravos dessa bruxa terrível!

- Há males que vêm pro bem! - disse Danyl.

- Mas era preciso que ela morresse, Danyl?

- Mas não podemos mudar a história, Dorothy!

- A Justiça poderia cuidar dela, Danyl!

- Justiça? Nem na ficção ela funciona, Dorothy!

- A justiça demora, mas não falha, Danyl!

- Você precisa parar de ver desenhos animados, Dorothy!

Nesse momento, a Bruxa Boa do Norte interrompeu a conversa...

- O papo está bom, mas devo voltar ao Norte. Quero gratificá-los
por libertarem, mesmo que involuntariamente, Os Pimpolhos que eram
escravos da Bruxa Má do Leste!

- Não foi nada! Foi sem querer mesmo!

- Mas se ela quer nos gratificar, que mal há nisso, Dorothy?

- Eu só quero voltar para casa!

- Vou dizer-lhes como voltar à sua terra, Dorothy!

- É só isso que preciso saber, bonequi...

- Pare de me chamar assim, Dorothy... eu sou a Bruxa do Norte!

- Oh, não! Outra bruxa!

- Calma, Dorothy! Aqui em Oz tínhamos quatro bruxas: duas más e duas
boas!

- Quatro? Duas más? - indagou Danyl.

- Como a Bruxa Má do Leste está morta, só restam a Bruxa Má do Oeste e
as duas bruxas boas: eu e a Bruxa Boa do Sul!

- Desculpe-me, Bruxa Boa do Norte... mas como sairemos daqui?

- Só o Mágico de Oz pode ajudá-los a saírem desta Terra. Calcem esses
sapatos encantados que pertenciam à Bruxa Má do Leste e sigam por esta
estrada de tijolos amarelos até a Cidade das Esmeraldas. Procurem o
Mágico de Oz e ele vai ajudá-los! Fui!
(Cantando)- Sigam a estrada de tijolos amarelos,
sigam a estrada de tijolos amarelos,
sigam, sigam, sigam...
Para verem o Mágico, o maravilhoso Mágico de Oz,
vocês verão que ele é um gênio da feitiçaria,
cheio de virtudes e do que é capaz de fazer!

Dizendo isso a bruxa desapareceu entre as flores que margeavam a
estrada. Dorothy e Danyl nem tiveram tempo de agradecer. Eles calçaram
os sapatinhos de rubi e, sem demora, puseram-se a caminho, seguidos
de perto por Totó. Após andarem cerca de meia hora, eles encontraram
um espantalho. Ele fora pendurado pelo pescoço num galho duma árvore
que ladeava a estrada...

- Danyl, vê se liberta esse pobre espantalho!

- É pra já, Dorothy!

Danyl tirou o espantalho da árvore e este, coçando o pescoço de palha,
disse:

- Obrigado, menina e... gatinho ! Eu já estava ficando sem palha!

- De nada, espantalho! - disse Dorothy.

- Quem o pendurou nesse galho, seu espantalho?

- Foi a Bruxa Má do Leste!

- E por que ela fez isso?

- Porque eu lhe disse que queria ter um cérebro?

- Mas você é um espantalho! - disse Danyl.

- Ah, eu sou um fracasso, porque não tenho um cérebro!

- O que você faria com um cérebro, se tivesse um? - perguntou Dorothy.

- Se eu tivesse um cérebro, poderia tomar decisões, saberia discernir
entre o bem e o mal, imaginar coisas, usar a razão!

- Venha conosco! O Mágico de Oz lhe dará um cérebro!

- Tomara que sim, menina...

- Meu nome é Dorothy, esse é Totó e o gato se chama Danyl!

- Muito prazer, gente! Meu nome é Scarecrow!

E os quatro voltaram à estrada. Após caminharem quase uma légua,
encontraram, recostado a uma árvore, um lenhador de lata já um tanto
enferrujado...

- Danyl, vê se dá um jeito nas juntas desse homem de lata!

- Farei isso, Dorothy!

Depois de algumas sacudidelas, de exercícios nas juntas do homem de
lata, ele estava quase como novo...

- Que faz aí sentado, Senhor homem de lata? - perguntou Dorothy.

- E-eu? M-meeu Deus! Eu posso falar de novo!

- Você está perfeito agora!

- Já posso bater no meu peito vazio agora! Eu estou perfeito!

- E o que fazia aí abandonado a enferrujar?

- Estou esperando!

Esperando o quê? - indagou Danyl.

- Um coração! O ferreiro esqueceu de me dar um coração!

- Venha conosco! O Mágico de Oz lhe dará um coração!

- Que legal, menina! Então eu vou com vocês!

- Eu sou Dorothy e esses são Danyl, Scarecrow e meu cãozinho Totó!

Prazer, gente! Eu me chamo Tin Man!

E os cinco se puseram a caminho da Cidade das Esmeraldas. Não haviam
caminhado nem vinte minutos quando avistaram um leão...

- Escondam-se! Um leão! - gritou Danyl.

- Calma, Danyl, que o leão é manso! - disse Dorothy.

O rugido do leão cortou os ares...

- - -

Fim desta parte.


- - -

Luís Campos (Blind Joker)

 

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