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UMA ESCOLHA INCONSCIENTE

 

Data: 28/02/2008
Hora: 13:59:34
Publicado por: bruno
Publicado na página: biblioteca_ler

 

UMA ESCOLHA INCONSCIENTE
CAPÍTULO 8

UMA ESCOLHA INCONSCIENTE


(***) FILOSOFIA:


Às vezes, sem perceber, tomamos atitudes que implicam escolhas. Talvez sim, essas escolhas sejam inconscientes, mas são nossas escolhas e não podemos fugir delas.


(***) NOTA DO AUTOR:


Olá, galera! Beleza? Espero que tudo esteja bem com vocês!


Primeiramente, quero agradecer a todos os meus leitores! Leitores do 3v, do Floreios e Borrões, do Fanfiction e, agora, também da Vanmix, muito obrigado! Eu escreveria de qualquer forma, porque gosto de escrever mesmo, mas com vocês escrever é bem melhor, é bem mais divertido! E aqui fica um agradecimento a todos os leitores que comentaram (e também àqueles que ainda comentarão) esta história! Valeu mesmo!


Dessa vez não temos respostas aos comentários. Entretanto, antes de ir para a história preciso dizer uma coisa, preciso falar algo muito importante...


Nem todos os feitiços desta história estarão em Latim. Isso ocorrerá por algumas razões: a primeira delas é que não tenho um dicionário Português/Latim, não conheço ninguém que saiba Latim, não sei Latim e também não conheço nenhum tradutor virtual de Português para Latim que seja compatível com os leitores de tela que uso; dessa forma, criar feitiços em Latim se torna bem complicado. Eu até já procurei na INTERNET, mas achei muito pouca coisa gratuita e compatível com os leitores de tela que uso (uma vez que sou Deficiente Visual). Se, porém, alguém quiser me ajudar nisso, aceito a ajuda com o maior gosto! Então, alguns feitiços que criarei estarão em Latim mesmo, mas outros poderão estar em Hebraico, em Português mesmo, ou até em língua nenhuma (pode ser que eu crie uma palavra nova, que çoe bem e faça o trabalho, se é que vocês entendem)! Kkkk!!! Bem, é isso.


Agora, sobre o capítulo... Creio que este capítulo não será o mais emocionante, mas será certamente um bom capítulo. Espero que vocês gostem. Vou adverti-los de que algumas coisas dos livros 5 e 6 serão aproveitadas nas minhas fics. Então, se você não quer ver nada desses livros, fique atento. Contudo, afirmo que posso mudar coisas, posso descrever cenas, situações e lugares diferentes do que está nos livros. Afinal, a base da minha história é o livro 4... Minha história começa depois do livro 4. Então, tudo o que vem depois, posso mudar, se eu quiser. Então, não se assuste, ok? Vocês estão avisados!


Muito bem, então, vamos à história.


(***) NO CAPÍTULO ANTERIOR...


O grande duelo entre Harry Potter e Salamandra Riddle na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas terminou em empate. Nossos dois estimados personagens trocam farpas e, agora, Salamandra tem a oportunidade de realizar o sonho que ela tinha quando decidiu aceitar a proposta de Dumbledore de ir para Hogwarts: destruir Potter. Será que ela conseguirá? Ou será que conhecer os problemas do rival fará com que ela não o odeie mais?


(***) HISTÓRIA:


Então, Salamandra se lembrou de uma coisa... Para matar alguém, era necessário ter a intenção de matar. Se seu coração não tivesse a intenção de matar, de nada adiantaria enunciar o feitiço. Salamandra, então, decidiu deixar tudo nas mãos do seu coração: ele decidiria tudo, ele julgaria e daria o veredicto, ele diria se Harry Potter era culpado ou inocente, ele escolheria entre matar ou deixar vivo ao “menino que sobreviveu”... Ela abriu seus olhos e liberou todos os seus sentimentos em apenas um feitiço, duas palavras...


_ Avada Kedavra!


A garota fechou os olhos novamente... Não, ela não queria ver o resultado do que acabara de fazer.


Harry, por sua vez, apenas esperou... Sim, a morte seria boa.


Enquanto isso, um raio verde saiu da ponta da varinha de Salamandra Riddle e, lentamente, voou na direção de Harry Potter.


Harry sentiu algo impactar no seu peito, no exato lugar onde ficava o coração. O "menino que sobreviveu" foi ao chão e, por alguns momentos, perdeu a consciência.


Após um tempo, Salamandra abriu os olhos e viu... Ah, aquilo era o que ela queria? Um corpo estendido no chão... Não, não era qualquer corpo, não era qualquer pessoa... Matar a matriarca Malfoy foi fácil; afinal, Riddle não gostava mesmo dela e nem a conhecia de verdade. No entanto, matar Harry Potter não era a mesma coisa, Salamandra o conhecia, talvez melhor até mesmo que os amigos dele... Ela conhecia as lembranças dele e toda a vida do "menino que sobreviveu"... Era isso mesmo que ela queria? Matá-lo? Mais uma vez, a "prole do inominável" se lembrou de que, para que a Maldição da Morte funcionasse, era necessária vontade e prazer na morte do alvo da maldição; então, se Potter estava morto, sim, era o que ela queria.


Salamandra se ajoelhou, olhou para o corpo estendido no chão... Não havia medo, como houve em Narcissa, a expressão de Potter era pacífica. E, o mais estranho era... Parecia que ele respirava! Não, isso não era possível, era? Será que ele não estava morto? Mas, então, o que aconteceu?


Harry sentiu que sua consciência voltava. Onde ele estaria? Será que ele estaria junto com seus pais? Quando esse pensamento veio à sua cabeça, Harry Potter sorriu. E, quando ele abriu os olhos, perdeu o sorriso: ele ainda estava na Câmara Secreta e, o pior, Salamandra Riddle estava ali, ajoelhada no chão, olhando para ele! Ora! O que aconteceu? A Maldição da Morte o atingiu, ele tinha certeza! Ele viu o raio verde! O feitiço o atingiu! Por que ele não estava morto, então?


_ Não pode ser! _ Salamandra murmurou. _ Não... Não pode ser!


Harry estava tão confuso quanto ela.


_ O... O que aconteceu? _ Harry questionou, mais para si mesmo que para a bruxa que estava ali, olhando para ele. _ O feitiço me atingiu! Eu tenho certeza! Então, por que...?


_ Claro...! Só pode ser isso! Para que o "Avada Kedavra" dê certo, é preciso ter uma real intenção de matar e, além disso, é preciso sentir prazer em fazê-lo. Eu... Bem, eu não tinha real intenção de... Provavelmente não... É a única explicação possível.


Harry se levantou e perguntou, agora diretamente para Riddle:


_ Você... Não tinha real intenção?


Salamandra também se levantou e respondeu, agora olhando nos olhos do bruxo à sua frente:


_ Não. Essa é a única explicação possível. Se eu tivesse real intenção de matar você, o feitiço teria dado certo.


_ Mas, então, por que o raio verde saiu da sua varinha? Eu fui atingido por ele! Eu sei! Eu tenho certeza!


_ Eu... Eu não sei... Não sei o que aconteceu... Primeiro, parecia que você estava morto e, depois...


_ Não faz sentido!


_ Não, não faz. Porém, isso é magia, não é?


_ É... Isso é magia.


_ Bem, acho que devemos voltar, não é?


_ Voltar? _ Harry questionou, surpreso. Ele esperava que a garota tentasse matá-lo novamente, esperava que ela ficasse revoltada, esperava qualquer coisa, menos que ela dissesse simplesmente, com toda a calma do mundo: "Vamos voltar?".


_ Você quer ficar aqui mais um pouco? _ Salamandra questionou, em um tom de voz normal, livre de qualquer emoção ou rispidez. _ Por mim, não temos mais nada para fazer aqui, mas, se você quiser ficar mais tempo, não tenho problema com isso.


_ Por que me trouxe aqui? _ Harry perguntou, tentando entender o que aconteceu.


_ Desde que fiz onze anos, eu recebi todo ano a carta de Hogwarts. Eu nunca pude aceitar... Até este ano. Este ano eu aceitei e... Pretendia realizar meu maior sonho até então... Destruir Harry Potter. Eu realmente pensava que você era o culpado, senão por todo o meu sofrimento, ao menos por parte dele; porém, agora eu percebi que eu estava errada. Bem... Eu percebi que... Percebi que você também pagou caro pela fatídica noite... Nós dois sofremos o bastante... Acho que agora eu posso seguir em frente... Em paz.


_ Você veio para Hogwarts só para ter a oportunidade de me matar?


_ Sim. Mas agora... Agora esse já não é mais meu objetivo.


_ E... Qual é?


_ Eu... Ainda não sei. Mas vou descobrir logo, tenho certeza disso.


_ Eu poderia fazer com que você fosse expulsa, sabia? Afinal...


_ Sim, talvez você pudesse, mas... Sei que você não fará isso.


_ Não tenha certeza disso...


_ Ah, sim, eu tenho. Você não fará isso. Eu sei! Eu te conheço melhor que quase todas as pessoas, Potter. Conheço sua “nobreza”... Estudei cada passo seu, cada atitude sua ao longo dos anos... E sei que você não irá dizer nada do que aconteceu aqui a ninguém. Até por ue, o que aconteceu aqui é algo muito pessoal. Nós compartilhamos histórias de vida, Potter, e isso não é algo que acontece corriqueiramente.


_ É...


_ E então? Vamos sair daqui, ou você precisa de mais tempo?


_ E... Como vamos sair?


_ Chave de portal...


_ Chave de portal?


_ Exato! E então? Vamos?


_ Tudo bem... Vamos.


E os dois voltaram para Hogwarts, mais especificamente para o campo de Quadribol, mas só depois que Harry bebeu algumas poções que Salamandra lhe deu.


Os dois caminharam para dentro do castelo e, assim que entraram, um monte de pessoas gritaram:


_ Harry!


_ Onde você estava? _ Hermione questionou.


_ Ah... Eu não sei bem onde eu estava... _ Harry respondeu, sem olhar nos olhos de Granger. _ Eu perdi a consciência por um tempo e... Depois eu acordei no campo de Quadribol.


_ No campo de Quadribol? _ Minerva MCGonagal perguntou. _ Mas nós procuramos você lá e não encontramos! Isso não é possível, Sr. Potter.


_ Eu o tirei de lá, para dar algumas poções a ele. _ Salamandra respondeu.


_ O quê? O que você fez a ele? _ Hermione questionou, vigorosamente.


_ Nada demais. _ Salamandra respondeu, calmamente. _ Eu apenas evitei que ele caísse violentamente contra o chão e, depois, tomei as medidas necessárias para que ele ficasse bem.


_ E isso inclui um feitiço de estuporamento? _ Hermione retrucou, com ódio na voz.


_ É claro, Granger! _ Salamandra replicou. _ Uma queda horrível como aquela assusta qualquer um, sabia? Eu precisava evitar que ele se movesse muito, no caso de ele ter quebrado algum osso e... Depois, eu tirei ele daquele bolo de pessoas loucas como você que atrapalhariam tudo... Então, eu lhe dei as poções necessárias para que ele ficasse bem. Mais alguma perguntinha inútil, Granger?


_ Eu não acredito em você! _ Insistiu Hermione.


_ Eu não preciso que você acredite em mim. A sua opinião, para mim, não vale nada!


_ Acalmem-se! _ Interferiu Dumbledore, que chegou ali há algum tempo e ouviu o final do diálogo. _ O importante é que está tudo bem agora. Harry? Salamandra? Se vocês me acompanharem, eu lhes mostrarei a sala de vocês! _ Completou o diretor, sorrindo alegremente.


_ Sim, diretor. _ Respondeu Salamandra, com um tom gélido na voz.


Dumbledore, Harry e Salamandra saíram do bolo de pessoas e caminharam. Quando eles estavam próximos da escada que levava à torre de Astronomia, Harry viu um corredor que ele nunca havia visto antes; se aquele corredor era novo ou já estava ali há muito tempo, ele não tinha certeza, porém, ele acreditava que era novo. Eles entraram no corredor. Nele, havia várias salas. Eles caminharam por algum tempo, até chegar na última sala, que parecia ser a maior delas e que era guardada pelo quadro de Merlim. Dumbledore disse algumas palavras e o quadro abriu espaço; então, eles entraram. Realmente, a sala era enorme! Dentro dela, havia duas mesas grandes, com algumas gavetas e cadeiras extremamente confortáveis. Havia também quatro portas: duas delas levavam a pequenos quartos com uma cama de solteiro e um banheiro e as outras duas levavam uma a um grande laboratório de Poções e outra a um salão de duelos. Era uma sala magnífica!


_ Incrível! _ Harry e Salamandra exclamaram, ao mesmo tempo.


_ Muito bem, garotos, eu vou deixar vocês dois a sós, para que combinem uma senha para a sala. _ Dumbledore falou e saiu dali.


Os dois deram uma volta pela sala, a fim de conhecê-la melhor, e depois se sentaram em duas cadeiras.


Após alguns momentos de contemplação, a “prole do inominável” falou:


_ O que você acha de colocarmos a senha da nossa sala em língua de cobra?


_ Em língua de cobra?


_ Sim, Potter. Em Hogwarts, só nós somos ofidioglotas! E, se colocarmos a senha da sala em língua de cobra, ninguém mais poderá entrar aqui!


_ Ótima idéia! E... Qual seria a senha?


_ Ah... Que tal... “Voldemort é um perdedor”? Se o próprio Voldemort vier aqui, ele seria capaz de falar em língua de cobra, mas... Duvido que ele dissesse essa senha...


_ Excelente! Eu concordo.


Eles colocaram a senha na sala, que era guardada pelo quadro de Merlim. Em seguida, voltaram para seus respectivos salões comunais e seguiram suas rotinas normais de fim de dia.


E a semana correu tranqüilamente, sem graves incidentes, até Sexta-Feira. Harry e Salamandra pareciam se adaptar bem melhor que Rony e Hermione ao sistema de estudo em duplas implantado por Alvo Dumbledore. O jovem Weasley e Granger tiveram uma verdadeira guerra sobre que matérias escolheriam; após uma grande discussão entre eles, eles decidiram _ ou Hermione impôs, como queiram _ que fariam Aritmancia, Runas Antigas e Cuidados de Criaturas Mágicas e não estudariam Adivinhação. Não preciso dizer que Ronald não gostou nada disso, preciso? De qualquer forma, ele nada pôde fazer contra a “autoridade suprema” de Hermione (como Salamandra ressaltou várias vezes, o “pesadelo Granger” sempre faz o que quer com Weasley). No caso de Harry e Salamandra, não houve problemas: eles decidiram (na verdade, Potter sugeriu e Riddle aceitou) fazer Adivinhação e Cuidado de Criaturas Mágicas. Salamandra era muito boa em Aritmancia e Runas Antigas, ela havia estudado tudo sobre isso na Mansão Malfoy e teve excelentes professores; então, ela queria estudar Adivinhação, para ver como era... Preciso dizer que ela ficou muitíssimo decepcionada? De qualquer forma, tudo estava decidido e a “prole do inominável” não fez nada para mudar. Afinal, ela concordava que seria bom ter uma matéria tão idiota como Adivinhação, porque ela teria tempo para os projetos pessoais dela.


Na Sexta-Feira o dia amanheceu ensolarado. O “menino que sobreviveu” teve uma boa noite de sono, sem pesadelos, o que era muito incomum, mas, era também muito bom. Ele acordou no horário normal, foi ao banheiro para fazer o que era preciso e depois foi para o Salão Principal, a fim de tomar o café da manhã. O correio matinal chegou normalmente e, depois do café, Harry foi para sua primeira aula do dia, que seria Cuidados de Criaturas Mágicas, com o grande (literalmente grande) Professor Hagrid.


A turma estava na beira da Floresta Proibida, já que o docente havia dito antes (por meio de recados) que os alunos deviam se dirigir até aquele lugar, pois a aula seria lá.


Hagrid chegou na hora certa e cumprimentou a classe:


_ Bom-dia, pessoal! A aula de hoje já está preparada! Olhem para a frente e me digam: o que vocês vêem?


Harry olhou para frente e viu um belo cavalo alado, mas não teve tempo de dizer nada, porque Salamandra exclamou, exultante:


_ Testrálias!


_ Exatamente! _ Hagrid confirmou, sorrindo abertamente. _ São Testrálias, uma espécie de cavalos alados.


_ Eu não vejo nada. _ Malfoy disse, com desdém.


_ É claro que não, idiota. _ Salamandra retrucou. _ Você é um garoto mimado, que ainda não viu nada além das fraldas que você usa! As Testrálias só podem ser vistas por aqueles que já viram a morte.


_ Exato! _ Mais uma vez Hagrid confirmou, mas agora o sorriso do mestre era ainda maior, já que uma sonserina estava animada com sua aula, o que não era comum. _ Só quem viu a morte pode ver as Testrálias. Por isso, elas são consideradas criaturas agourentas, mas isso não é verdade.


_ Testrálias são criaturas muito perigosas! _ Malfoy afirmou, categoricamente.


_ Não, não são não! _ Salamandra mais uma vez replicou, para a surpresa de muitos. _ As Testrálias são apenas criaturas incompreendidas. Elas são muito úteis e inteligentes, mas as pessoas não podem vê-las e, por isso, têm medo delas. Se você quer um transporte rápido e preciso, as Testrálias são, certamente, as melhores opções!


_ Isso mesmo! _ O professor concordou. _ Testrálias são criaturas muito úteis e Dumbledore as usa para transportar as carruagens de Hogwarts. As Testrálias são criaturas inteligentíssimas! Se bem treinadas, elas podem te levar aonde você quiser. Alguém quer dar uma voltinha nelas?


Salamandra levantou a mão, excitada, antes que qualquer outra pessoa pudesse sequer pensar em fazê-lo.


_ Muito bem! _ Cumprimentou Hagrid. _ Vá em frente!


A garota montou na testrália e o animal voou rapidamente por toda Hogwarts, pousando no mesmo lugar em que ela estava antes do vôo. Em seguida, o professor perguntou se mais alguém queria voar nas testrálias (existiam duas lá, prontas para serem montadas); Harry levantou a mão e foi. A vista de Hogwarts do alto era maravilhosa! Em seguida, mais alguns alunos se animaram a voar nas testrálias. No final da aula, Hagrid pediu trinta centímetros de pergaminho sobre as testrálias.


_ Foi uma aula fantástica! _ Comentou Salamandra.


_ Sim, foi. _ Concordou Harry.


E eles foram para o Salão Principal, para o almoço. Chegando lá, cada um foi para sua mesa.


Harry se sentou, encheu seu prato de comida e começou a comer. Ele estava faminto! A aula havia sido realmente incrível!


_ Será que aquela garota viu a morte de quem? _ Hermione perguntou.


_ Que garota? _ Questionou Harry.


_ Ora, Harry! Que garota? Riddle!


_ Ah! Bem, eu não sei, Hermione. Mas... Isso importa?


Hermione fechou a cara e não disse nada.


Quase no fim do horário de almoço, Cho Chang se aproximou de Harry Potter e o cumprimentou:


_ Oi, Harry!


Potter olhou para a garota, mas, não sentiu nada. Parecia que sua “paixão” por Cho Chang havia passado. De qualquer forma, ele decidiu ser educado:


_ Oi, Cho.


_ Como você está indo nas aulas?


_ Bem. E você?


_ Tirando Poções... Estou indo bem no resto. E... Como você está agüentando ser dupla daquela garota?


_ Ah... Riddle não é tão ruim assim.


_ Não? Bom... Dizem que ela é horrível! Sabe? Andam dizendo que ela usa a Maldição Cruciatus nas suas colegas sonserinas! Isso é horrível, você não acha?


_ Ah... Se fosse em outras pessoas, talvez, mas... Que mal há em lançar Cruciatus nas Sonserinas? Elas são horríveis mesmo! _ Harry disse, sorrindo.


_ Ah... _ Cho estava desconsertada. _ Bem, Harry... Eu... Eu queria saber se... Bom... Você tem companhia para ir a Hogsmeade?


_ Não, Cho, eu não tenho.


_ Bem... E... Você... Quer ir comigo?


_ Tudo bem, Cho.


_ Sério?


_ Sim.


_ Ótimo! _ A garota falou, muito alegre. _ Então... Nos vemos por aí, certo?


_ Sim.


E a garota se foi. Hermione comentou:


_ Você não parece muito animado... Não gosta mais dela?


_ Eu acho que não, Hermione. _ Harry respondeu.


Depois do almoço, eles foram para as masmorras, para a aula do Professor Snape.


_ Muito bem! _ Começou o docente. _ Hoje vocês farão uma poção muito boa: a Poção da Força. É uma poção muito útil, já que ela te deixa mais forte fisicamente por um tempo; obviamente, passado o período do efeito da poção, você se sentirá extremamente débil. Feita de maneira errada, a Poção da Força pode te deixar tão mole quanto um bebê. Portanto, muita atenção! As instruções estão no quadro e os ingredientes no armário. Comecem!


Harry e Salamandra começaram a fazer a poção. Todavia, Potter estava extremamente distraído; afinal, Poções não era a matéria preferida do “menino que sobreviveu” e, depois do almoço... Você sabe, não é? Por duas vezes, Riddle teve que impedir que o garoto arruinasse a poção, impedindo-o de colocar ingredientes errados. Na terceira vez, a bruxa reclamou, rispidamente:


_ Potter! Preste atenção no que você está fazendo!


Mas Harry não conseguia. E, depois de um tempo, mais uma vez ele cometeria um grave erro, o qual arruinaria por completo a poção, não fosse a intervenção de Salamandra. A garota, agora muito furiosa, bradou:


_ Potter! Você é um incompetente! Se não vai ajudar, não atrapalhe!


_ Eu estou tentando fazer a minha parte, Riddle! Mas não é fácil, sabia? Eu odeio Poções! Tanto quanto eu odeio o professor da matéria!


_ Isso não importa, Potter! Você pode odiar o quanto quiser, mas tem que prestar atenção no que você faz! Você não pode mascarar sua incompetência com o seu ódio!


_ Já chega, Riddle! Eu não tenho que suportar suas idiotices!


_ Não são idiotices, Potter, são verdades. Você pode odiar qualquer matéria. Porém, não deve permitir que seu ódio o impeça de aprender! Odiar Poções não é desculpa para não aprender nada! Preste mais atenção no que faz!


_ Já chega, Riddle! Eu não quero ouvir mais nada de você!


_ Claro... Arrogante como sempre... De quem você herdou sua arrogância, Potter? Da sua mãe, ou do seu pai? Sua arrogância é insuportável!


_ Talvez seu pai tenha passado um pouco da arrogância dele para mim, Riddle, quando ele me atacou naquele dia em que eu tinha um ano...


_ É, pode ser... Mas acho improvável, porque sua arrogância, às vezes, é bem maior que a dele. Imagino que um dos seus pais também era arrogante... Agora... A minha dúvida é... Qual dos dois?


O "menino que sobreviveu" estava irritado, descontrolado, eu diria. Ele já não estava mais de bom-humor.


_ Você é, sem dúvida, a pior coisa que seu pai já fez! _ Harry falou, com ódio na voz.


_ Ah, é? Pensei que, para você, a morte de seus pais fosse a pior coisa... _ Respondeu Salamandra, irônica.


_ Ora, Riddle! Pode parecer estranho, mas você consegue ser pior que qualquer morte! Você é o inferno!


_ É mesmo, Potter? Fico feliz com isso!


_ Você é tão inútil, imprestável e demoníaca, que nem seu pai ama você! Aliás, nem ele nem sua mãe!


_ Cale-se, Potter! Cale-se!


_ Seu pai ordenou ao seu comensal que te prendesse, porque sabia que você era perigosa até pra ele! E, sua mãe... Preferiu ir pra Azkaban a cuidar de você!


_ Cale-se, Potter!


_ Você é desprezível! Tanto, que nem seus pais te quiseram! Até eles a rejeitaram!


_ Eu te odeio, Potter! Você é dez vezes pior que o Lorde das Trevas!


_ Só porque eu disse a verdade? Você sabe que é desprezível, Riddle! Ninguém gosta de você!


_ Estupefaça!


O feitiço lançado por Salamandra foi, talvez, o mais forte feitiço que a garota havia lançado em toda a sua vida. Pouco antes de ela lançá-lo, Harry Potter viu que as palavras ditas por ele mexeram realmente com a garota, as emoções se refletiam claramente nos olhos dela... Ódio, muito ódio, foi o que o bruxo viu nos olhos da "prole do inominável" pouco antes de ser atingido fortemente pelo feitiço de estuporamento. Harry sentiu seu corpo ser lançado ao ar, muito alto, pouco antes de perder a consciência.


Harry olhava para seu corpo, voando no ar e atingindo fortemente a parede oposta, caindo bruscamente no chão em seguida. Ah, não, aqueles não eram seus olhos! Mas... Como era possível? Ele estava vendo tudo a partir de outro ponto de vista... Para ser mais exato, ele via tudo sob o ponto de vista de... Salamandra? Não, não podia ser!


_ Potter! _ ele ouviu o grito do seu odiado professor.


Viu também o professor olhando para todos os lados, achando o seu corpo inconsciente... Viu Snape se virar para Salamandra e perguntar:


_ O que aconteceu, Riddle?


_ Nada demais, Professor Snape. _ Harry se ouviu dizer... Mas, não, definitivamente, aquela não era sua voz! Aquela era a voz de... Salamandra Riddle. Mas... Como era possível? Ele estaria dentro do corpo dela? Ou dentro de sua mente? _ Potter disse algumas coisas... An... Muito irritantes... E... Bem, eu lhe lancei o feitiço "Estupefaça". _ Harry sentiu as emoções da garota. Sim, o que ele disse a deixou muito triste, ele podia sentir. E ele sabia, ah, sim, agora sabia, sabia que ela só lhe lançou o "Estupefaça" por causa do que ele disse.


_ Só isso? _ Questionou o mestre das poções.


_ Sim, Professor Snape.


_ Muito bem. Então... _ O professor fez o corpo de Potter flutuar, jogou-o na cadeira em que ele deveria estar sentado e enunciou: _ Enervate!


Nada. Não deu certo. O docente pareceu se concentrar mais e lançou novamente:


_ Enervate!


Mais uma vez, nada.


_ Impossível! _ Murmurou o professor. _ Eu ouvi o feitiço que foi lançado! Tenho certeza de que foi apenas o feitiço de estuporamento! Por que não dá certo? _ E o mestre tentou mais uma vez, agora com todas as suas forças: _ Enervate!


E, de novo, nada.


_ Weasley! _ Chamou o docente, muito desgostado. _ Leve o sr. Potter para a Ala Hospitalar!


_ Sim, senhor. _ Respondeu Rony.


_ O que você fez com ele, Riddle? _ Hermione questionou, com ódio na voz.


_ Nada que ele não merecesse, Granger. _ Respondeu Salamandra, com a mesma intensidade de ódio na voz. Harry pôde sentir o grande ódio que Salamandra sentia por Hermione. E isso era plenamente normal, já que Hermione sempre, desde o começo, implicava com Salamandra. O que Harry não entendia era o por quê, uma vez que Granger não era costumeiramente assim.


_ Lacarnum Inflamare! _ Hermione lançou.


_ Glacios! _ Protegeu-se Salamandra, contra-atacando em seguida com: _ Expelliarmus!


O ataque foi rápido demais e Granger não conseguiu se defender. Ela foi lançada longe e sua varinha voou longe também, mas fora da mão dela.


_ Já chega, Granger! _ Rosnou o professor de Poções. _ Cinqüenta pontos menos para a Grifinória, por provocar confusão na minha aula! Ah! E... Granger? Uma semana de detenção!


Hermione se levantou, baixou sua cabeça e ficou muito envergonhada... Ela não queria detenções, mas... Harry pôde ver o olhar triste de sua amiga. Ele não gostava de vê-la assim, mas sentia a satisfação de Salamandra.


_ A aula terminou! _ Snape bradou. _ Vamos! Todos vocês, fora da minha sala!


Salamandra saiu da sala, de cabeça erguida, com uma expressão dura no rosto. Harry deduziu, após um tempo, que ele devia estar na mente da garota... Era a única explicação! Ele a viu caminhar, na direção da torre da Sonserina. Chegando no lugar certo, ela murmurou a senha, com um tom de desprezo na voz:


_ Sangue Puro.


Depois de entrar no Salão Comunal da Sonserina e ir para seu dormitório, ele a ouviu murmurar:


_ Como se o sangue valesse alguma coisa... Idiotas!


A garota se sentou na cama. Em seguida, ela fechou os olhos... Harry podia acompanhar os pensamentos dela... Ele via e sentia tudo... Ele percebeu o quanto suas palavras foram duras, ele percebeu o quanto Salamandra sofria... E isso o assustou. Ele sempre pensou que a garota não se importasse realmente... Mas estava errado. E... Por que ele disse tudo aquilo? Por muito pouco!


Após um tempo, Parkinson entrou no dormitório.


_ Parabéns, Riddle! Você conseguiu se livrar de Potter! Isso é fantástico! Seu pai ficará bem feliz...


_ Parkinson, saia daqui. _ Salamandra retrucou, rispidamente.


_ Por que eu deveria? Dê-me um bom motivo!


_ Ah, claro... _ Riddle, então, pegou sua varinha, apontou-a para Parkinson e enunciou, friamente: _ Crucio!


E Parkinson caiu no chão, contorcendo-se em dores. Após trinta segundos, mais ou menos, Salamandra baixou sua varinha e perguntou, ainda friamente:


_ E então, Parkinson? Esse é um bom motivo, ou será que preciso apresentar mais um?


Parkinson não disse nada: ela apenas se levantou e saiu correndo.


_ Inútil! _ Salamandra murmurou após um tempo, guardando sua varinha. _ Eu odeio pessoas que falam demais e não têm coragem para enfrentar as conseqüências do que diz!


Mais tarde, outra pessoa entrou no dormitório. Dessa vez, porém, era Dumbledore.


_ Salamandra? _ O velho diretor chamou, com tom amável na voz.


_ Fale, Diretor. _ Riddle respondeu, com um tom de voz desprovido de emoção. Harry percebeu que aquele tom de voz era usado habitualmente por Salamandra, com todas as pessoas. Às vezes ela usava um tom ríspido, mas só quando ela não estava a gosto... Em todas as outras vezes, ela usava o tom frio, desprovido de emoções... Harry não podia dizer que ela estava a gosto em nenhum lugar ali, mas, pelo menos ela não estava irritada com nada... Ou ao menos era o que parecia.


_ Acompanhe-me, por favor! _ Dumbledore pediu, ainda amavelmente, com um sorriso no rosto.


Harry ouviu os pensamentos de Riddle:


_ "Velho louco e idiota! Por que não diz o que quer de uma vez? Maldito velho manipulador!".


Harry sorriu mentalmente, porque Salamandra não odiava Dumbledore... Ele sentia isso. Ela apenas não tinha paciência para as voltas que o velho diretor de Hogwarts dava antes de chegar no ponto em que ele queria. Harry já estava acostumado.


Salamandra seguiu o diretor. Eles saíram da Sonserina e foram para a Ala Hospitalar. Os corredores de Hogwarts estavam tranqüilos. Ao chegarem, entraram e Dumbledore convidou Salamandra a se sentar em uma cama: a cama onde o corpo de Harry Potter estava inconsciente, em repouso.


Dumbledore falou:


_ Veja, Salamandra...


A garota olhou, com olhar de tédio. Ela respondeu:


_ Ah, sim... E daí? É só lançar um "Enervate" e, tudo fica bem!


_ Ah, Salamandra... _ Dumbledore replicou... _ Não é bem assim. Todos os membros do corpo docente de Hogwarts tentaram acordar Harry com um "Enervate"... Todos! Mas... Não adiantou. Até mesmo Madame Pomfrey tentou! E não só o feitiço "Enervate"... Ela tentou várias poções e, nada!


_ Incompetentes... _ Salamandra murmurou e, depois, falou bem mais alto: _ um bando de incompetentes! Incompetentes e fracos, claro.


_ É, talvez sim...


_ Você não tentou, ou sim? _ Quis saber a bruxa.


_ Ah, sim, eu tentei. E eu quase consegui, mas... Parece que o feitiço que você lançou foi realmente muito poderoso! Salamandra, eu não posso obrigá-la a desfazer o feitiço e, mesmo que eu pudesse, eu não o faria, porque sei que não daria certo. Para desfazer o feitiço, você precisará de todas as suas energias, você precisará querer desfazer o feitiço, mas o sentimento tem de ser verdadeiro e tem de vir do seu coração! Mas... Eu quero pedir para que você pense um pouco... Por pior que seja o que Harry te disse, será que ele merece ficar em um sono eterno? As pessoas se desentendem, Salamandra, e isso é natural. Mas estuporar alguém não é a melhor maneira de se resolver o problema. Você pode sempre conversar com Harry... Tenho certeza de que vocês se entenderiam! Bem, eu não quero uma resposta... Também não vou recriminar você por sua decisão, mas... Eu vou lhe pedir uma coisa, apenas uma... Siga seu coração, faça o que ele lhe pedir. Bom... Preciso ir agora. Sabe, parece que os pais estão muito revoltados ultimamente... Ando recebendo vários berradores!


E Dumbledore se foi.


Harry sentia que as palavras de Dumbledore tocaram o coração de Riddle... Sim, ao contrário do que ele pensava, ela tinha um coração e, também sentimentos! A garota olhou para o corpo de Harry, inconsciente... Então, de repente, Harry parou de ver o que acontecia... Ele parecia cercado, em uma escuridão. Então, ele ouviu a voz de Salamandra, que disse:


_ Ah, Potter! O que você está fazendo na minha mente?


_ O... O quê? _ Harry pensou.


_ Saia!


E Harry se sentiu voando no ar e caindo duramente em algum lugar...


Escuridão... Sim, muita escuridão... Foi tudo o que Harry viu e sentiu depois. Após um tempo, ele ouviu uma voz que enunciava:


_ Enervate!


E, finalmente, ele pôde abrir os olhos. Quando ele fez isso, ele saltou de uma vez, desorientado... Onde ele estaria? O "menino que sobreviveu" olhou para todos os lados, mas tudo estava desfocado! Então, ele sentiu que uma mão muito forte segurou sua cabeça _ a qual girava para um lado e para outro, rapidamente, descontroladamente _ e outra mão lhe colocava os óculos... Ah, agora sim, tudo estava entrando em foco! Harry olhou novamente para todos os lados e percebeu que ele estava na enfermaria de Hogwarts. Então ele se lembrou de tudo o que havia acontecido, de tudo o que ele havia visto... Será que ele entrou mesmo na mente de Riddle? E, se sim, como?


_ Muito bem, Potter... O que achou do pequeno passeio na minha mente?


_ Então, foi real! _ Harry exclamou. _ Eu... Eu entrei... Mas... Como?


_ Parece que há uma conexão entre nós, Potter. Você tem uma conexão com Voldemort, que foi ampliada quando ele voltou, porque ele usou seu sangue para voltar e, como eu sou filha dele... Parece que eu também herdei algo dessa conexão... Parece que eu e você também temos uma conexão entre nós. E, de alguma forma, você usou essa conexão para dar um passeio pela minha mente. Eu te advirto de uma coisa: você não entrará na minha mente de novo, a não ser que eu permita! Bom, agora... penso que precisamos resolver nosso probleminha, você não acha?


_ É... Bom... Eu... Acho que lhe devo um pedido de desculpas...


_ Não, você não deve. Nós dois dissemos coisas que não deveríamos. Bem, eu tenho uma proposta pra você... Acho que devemos fazer um acordo: eu não falo dos seus pais, nem das pessoas que se sacrificam por você e, em troca, você também não comenta nada sobre meus pais nem sobre as pessoas que não gostam de mim... E então? Será que temos um acordo?


_ Sim, claro!


E os dois estenderam e apertaram as mãos, selando o acordo.


Depois disso, a paz reinou entre os dois. Eles ainda discutiam, mas nenhum deles levantou a varinha contra o outro.


E Outubro chegou. A saída ao povoado de Hogsmeade seria no dia seguinte. Era uma Sexta-Feira, de noite, quando Dumbledore chamou Harry no seu escritório. O garoto foi, entrou, sentou-se (após ser convidado a isso) e o diretor falou:


_ Harry, quero que você mostre o povoado de Hogsmeade a Salamandra, amanhã. Bem, sei que você marcou com a Senhorita Chang, mas... Ela entenderá que você não pode ir com ela.


_ Mas... Senhor, eu não posso fazer isso com ela!


_ Harry, tenho certeza de que ela entenderá! E... Se ela não entender... Bom, você se negaria a atender um pedido meu, Harry?


O tom usado por Dumbledore fez com que Harry respondesse:


_ Não, senhor. Falarei com Cho e... Desmarcarei o encontro.


_ Excelente! _ Dumbledore exclamou, sorrindo muito.


Harry agora corria pelos corredores, procurando Cho, para desmarcar o encontro. Ele não estava triste por isso... Não queria mesmo ir àquele encontro. Ele só aceitou por educação, ou sei lá por que... Vai entender, não é?


Harry finalmente encontrou quem ele queria: ela estava indo para o Salão Comunal da Corvinal. Ele chamou:


_ Cho!


A garota se virou e disse:


_ Sim, Harry?


_ Eu sinto muito, mas... Não podemos ir a hogsmeade juntos amanhã.


A garota se assustou. Ela questionou, com voz triste:


_ E... Por quê, Harry?


_ Dumbledore me pediu um favor... E... Eu não pude negar. E... Não vai dar para irmos juntos... _ E, em seguida, o garoto completou, apenas por educação: _ Eu sinto muito, Cho.


Nem ele mesmo acreditava naquilo, mas parecia que a garota acreditou. Ela respondeu:


_ Tudo bem, Harry. Fica pra próxima, então.


_ É, é sim.


E ele se foi, para o Salão Comunal da Grifinória.


No dia seguinte, Harry se aprontou rapidamente e foi para o Salão Principal, a fim de tomar o café-da-manhã. Na mesa da Grifinória, Hermione comentou:


_ Cho estava triste ontem à noite... Ela não parece animada com o passeio a Hogsmeade... Você sabe se aconteceu alguma coisa, Harry?


_ Ah, sim... Eu... Bem, eu desmarquei o encontro com ela...


_ Por quê? _ Rony perguntou.


_ Dumbledore me pediu para mostrar Hogsmeade a Riddle. Então, não posso ir com Cho.


_ E... Você aceitou? _ Rony questionou, incrédulo.


_ Ah... Bom... Eu... Eu não pude negar.


_ Não pôde? _ Hermione retrucou, irritada. _ Eu não vejo você muito triste com a notícia, Harry! Você parece aliviado por não ir com Cho a Hogsmeade!


Harry baixou a cabeça, evitando o olhar de Hermione e não disse nada.


Depois do café, Salamandra se aproximou e disse:


_ E então? Vamos, Potter?


_ Vamos. _ Harry respondeu, um pouco tenso. Só agora ele percebia que teria de ir a Hogsmeade com, nada mais, nada menos que... Salamandra Riddle. E, ele não gostava tanto assim disso. Ah... Será que ir com Cho seria melhor?


_ Escute, Potter, eu gosto disso tanto quanto você! _ Salamandra falou, séria, com o habitual tom frio na voz. _ Só aceitei isso, porque não quero uma luta contra o diretor de Hogwarts e, sei que você aceitou pelo mesmo motivo. Porém, se temos que passar o dia todo juntos, se temos que fazer esse passeio juntos, sugiro que ao menos tentemos nos suportar. Será melhor assim... Afinal, eu não quero estragar meu dia!


_ Tudo bem, Riddle. Vamos! _ Harry encerrou o diálogo naquele momento.


Os dois saíram do castelo, passaram pelo zelador (mostrando suas autorizações, claro) e entraram em uma carruagem, juntos com Rony e Hermione. A carruagem partiu e rapidamente chegou à vila.


No povoado, Hermione disse:


_ Bem, Harry, acho melhor que Rony e eu deixemos você e Riddle sozinhos... Eu não suportarei passar meu dia com essa garota!


_ Tudo bem, Hermione. _ Harry concordou, com um leve sorriso no rosto.


Afinal, no ano anterior ele viu o ciúmes que Rony teve de Hermione, no dia do baile. E ele viu também que Rony era correspondido, ou ao menos isso era o que Harry pensava. Então, ele imaginou que, se os dois ficassem juntos aquele dia, talvez eles... Mas.. Seria bom? Se os dois... Harry ficaria sozinho!


O "menino que sobreviveu" foi, porém, retirado duramente de seus pensamentos, quando Salamandra disse:


_ Pode ir com seus amigos, Potter. Eu realmente não preciso que ninguém me mostre Hogsmeade!


_ Não, eu não posso. _ Retrucou Harry. _ Dumbledore deve ter mandado alguém para ver se eu atendi ao pedido dele e...


_ Eu sei, Potter, sei que ele mandou alguém! _ Salamandra replicou. _ Porém, eu sei quem é e... Posso cuidar dele. Vá com seus amigos! _ A garota insistiu.


_ Não... _ Harry negou mais uma vez e, aproximando-se um pouco mais de Salamandra, ele disse apenas para que ela ouvisse: _ deixe Rony e Hermione sozinhos... Talvez...


_ Tudo bem, Potter... A escolha é sua. _ A garota finalizou o assunto.


Hermione e Rony se foram. Harry ia perguntar a Salamandra onde ela queria ir, mas, então, no exato momento em que ele ia fazer isso, Cho apareceu diante dos dois e gritou:


_ Ah! Então era esse o favor que Dumbledore pediu, não é, Harry? Mentiroso! Idiota! Você preferiu vir com essa garota que comigo, não é?


Harry não respondeu e, isso, irritou mais ainda Chang:


_ Responda! Você prefere ela, não é?


_ Eu acho que você está exagerando, Cho. _ Potter finalmente respondeu. _ Dumbledore pediu para que eu mostrasse o povoado de Hogsmeade a Riddle e, é isso que estou fazendo. Nada mais!


_ Você pode ir com ela se quiser, Potter. _ Salamandra interferiu. _ Posso cuidar da pessoa que está aqui para ver se você está atendendo mesmo ao pedido de Dumbledore... Conheço a pessoa que nos está vigiando e, posso cuidar dela. Garanto que ela não contará nada! E... Você pode ir com ela, se quiser.


Harry foi, mais uma vez, surpreendido. Cho Chang deu um pequeno sorriso, estendeu a mão para Harry Potter e, no tom mais meloso possível, disse:


_ Vamos, Harry?


Vendo a relutância do "menino que sobreviveu", Salamandra insistiu:


_ Vá com ela, Potter!


Entretanto, Harry não estava disposto a isso.


_ Não, eu não vou. _ Ele negou. _ Eu não quero.


_ O... O quê? _ Cho falou, com lágrimas nos olhos. _ Seu... Seu... Seu imbecil!


Chang estava descontrolada. As lágrimas caíam em abundância de seus olhos. Ela gritou:


_ Você é um cafajeste, Harry! Um idiota! Um... Um... Um vaga...


_ Basta, Chang. _ Salamandra interferiu. _ Eu não quero mais ouvir sua voz! Por que você não recolhe o resto de dignidade que você tem e sai daqui?


_ Você! _ Cho continuava dizendo, em voz alta e descontroladamente. _ Você é a culpada de tudo!


_ É mesmo? _ Salamandra questionou, ironicamente. _ Oh! Que tocante! Agora... Saia da minha frente!


_ Isso não vai ficar assim! _ Ameaçou Chang.


Cho moveu sua mão na direção do bolso onde sua varinha ficava, mas, quando ela ia retirar a varinha do bolso, Salamandra lançou, duramente:


_ Depulso!


E Cho foi jogada longe, longe da vista de Harry.


_ Ah... _ Salamandra comentou... _ Acho que exagerei na força do feitiço. Mas... Você sempre pode ir atrás dela, Potter... Você pode ir e dizer que...


_ Não, eu não irei atrás dela, Riddle. _ Harry cortou o que Salamandra ia dizer.


_ Tem certeza?


_ Sim, tenho. _ Ele respondeu em um tom de voz que deixava claro que aquele assunto terminava ali, naquela hora.


_ Bem, então... A escolha é sua.


_ Onde você quer ir? _ O garoto perguntou, a fim de mudar de assunto.


_ Que tal irmos em alguma loja que venda artigos para Quadribol? _ Salamandra sugeriu, agora com um tom de voz leve e calmo, o que não era comum.


_ Ótimo! _ Concordou o bruxo.


E os dois iam para lá, mas, no caminho, viram um bando de gigantes que vinha na direção deles.


_ São... Gigantes! _ Exclamou Potter.


_ É... _ Concordou Riddle. _ E parece que eles não nos querem vivos... Potter, temos duas opções... Podemos lutar, ou fugir. O que você prefere?


_ Eu... Eu quero lutar!


_ Bom, então... Há dois feitiços que podem ser usados na luta... Um é a Maldição da Morte... O outro é o "Reducto"... Mas tem que ser lançado com muita força! Afinal, a pele dos gigantes são muito resistentes! Lance o "Reducto" no pescoço dele... Você entendeu?


_ Sim, entendi.


_ Bem, então... _ Salamandra apontou a varinha para um deles, enquanto eles estavam longe, juntou o máximo de energia possível e lançou: _ Reducto!


(***) E, NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


Nossos heróis terão de lutar contra o exército de gigantes. E, depois, terão de enfrentar _ ou aceitar _ os absurdos da imprensa bruxa. Mas o passeio de Hogsmeade não será interrompido! O que o destino reserva a nossos heróis? Não percam, o próximo capítulo de "HARRY POTTER E A PROLE DO INOMINÁVEL": "OS MOVIMENTOS DO MINISTRO"!


(***) RECADO DE UM PERSONAGEM:


"às vezes, o que sentimos se mostra gradualmente, e nós só percebemos nossos sentimentos, quando eles já são fortes demais, tão fortes que não podemos mais controlá-los." de Harry Potter, para os leitores de Bruno P. L..


(***) PALAVRA DO AUTOR:


E então? O que acharam? Gostaram?


A quem gosta de Cho Chang, eu só tenho uma coisa a dizer: eu sinto muito, não gosto dela. Ela não terá participação ativa na minha história. Para falar a verdade, provavelmente o papel de Chang termina aqui. Se ela voltar, será como comensal, ou na AD, mas, de qualquer forma, ela não terá um papel determinante em nada... Será apenas personagem figurativo.


Agradeço mais uma vez a todos vocês, leitores, e peço que vocês continuem lendo e, se possível, comentem! Obrigado e, até mais.




Autor: bruno

 

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