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Morra sua Maldita!

 

Data: 14/10/2007
Hora: 13:54:21
Publicado por: cisco.devair
Publicado na página: biblioteca_ler

 

Morra sua Maldita!
Cisco Devair:

Esta noite está mais difícil de agüentar, o calor deste quarto solitário está pra matar. Faz três noites que ela me abandonou, já não agüento mais esta saudade louca.
Porque será Meu Deus, que ela me deixou?
E eu aqui sozinho nu, em pêlos à sua espera.
Rolo na cama pra lá e pra ca, acendo um cigarro, olho o brilho da lua que entra pela janela entreaberta, dou uma longa tragada, solto a fumaça em um bufo só.
Suspiro alto, minhas têmporas latejam, pois minha cabeça entumecida dói por demais, Semicerro os meus olhos com força, tenho vontade de chorar.
Não chorar não! Isso nunca! Ela não merece.
Mas que saudades das suas caricias... por que você me deixou sua maldita!
Minha mente grita:
“Maldita! Maldita! Maldita!!!”
Meus pensamentos buscam aqueles momentos mais íntimos.
Ela esperava eu apagar a luz, era isso acontecer Quando, ela chegava de mansinho e deixava suas primeiras carícias nos meus pés...
Depois gulosa subia para minhas coxas... subia, subia me deixando maluco, maluco até que conseguia fazer eu perder o meu sono.
Que saudades! Por que você me abandonou sua bandida? Você trocou meu corpo por outro? Aonde está você sua miserável? Volta! Volta pra mim sua Maldita!
Eu já não agüento mais esta solidão.
Eu sei que você apreciava que eu ficasse quietinho enquanto você me beijava todo o corpo, puxa vida como você sempre foi gulosa!
Será Meu Deus que ela ficou chateada? Porque naquela última noite que passamos juntos eu tentei lhe pegar com todas as minhas forças? Será Meu Deus?
Também quem mandou ela sugar o meu mamilo, ela sabia que isso me deixa maluco e atarantado.
Não, não pode ser isso, porque se não logo depois ela não teria se insinuado na minha orelha.
Nossa só de lembrar, chego a ficar arrepiado... a lembrança faz eu soltar um gemido dolorido.
Olho meu corpo nu e tenho dó da minha masculinidade abandonada.
É Maldita! Igual a você nunca há de aparecer.
Pelo amor de Deus, Volte!
Escondo minha face no travesseiro, meus olhos teimam em marejar.
Chorar não! Isso nunca! Meu pranto não será desperdiçado com você sua traidora.
Messalina dos piores bordéis! Insaciável vampira!
Neste momento que a angustia chega mais forte, tomo uma decisão.
Com um salto só, pulo da cama, coloco meu pijama, de tanto irritado que estou que até esqueço de cuecas e chinelos.
Minha dor transformou-se em raiva surda, Estou danado, meu sangue se acelera nas minhas veias.
Vou pra cozinha, pego uma faca afiada, vou ao quintal.
Uma leve brisa da calada madrugada envolve meu corpo seminu.
Que droga! Esqueci meus chinelos!
Não importa, vou assim mesmo eu sei que no quintal tem o que eu preciso.
Pego a faca e com firmeza corto um punhado de erva cidreira.
Volto pra casa.
Um bom chá vai me acalmar.
Antes de entrar porém, meus pensamentos buscam ela, volto a me lembrar de suas carícias.
Que saudade doida que é isso Meu Deus!
Olho pra noite, já não agüento mais!
Grito bem alto para o mundo inteiro escutar:
Volta pra mim sua miserável! Volta sua traidora! Volta que eu quero te pegar com os meus dedos e te apertar com toda a minha força!

Volta sua maldita pulga!
Volta sua maldita pulga! Que eu vou lhe apertar até você estourar e espirrar o sangue que me sugou!
Aí eu quero gritar: “Morre sua Maldita pulga!”

Autor: cisco.devair

 

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