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Parte XXIII

 

Data: 15/06/2009
Hora: 23:55:00
Publicado por: luis.campos
Publicado na página: biblioteca_ler

 

Diante deles estendia-se uma planície, cujo solo era constituído dum
material tão branco e brilhante como o fundo duma travessa de louça. As
casas mais baixas, que o grupo via, eram de porcelana das cores mais
variadas, e os minúsculos estábulos, com cerca também de porcelana,
estavam cheios de vacas, cavalos, porcos, carneiros e galinhas, todos
de porcelana. Ainda mais estranho era o povo que habitava o país:
pastoras de blusas vistosas e saias bordadas de pastilhas douradas;
princesas com maravilhosos vestidos de ouro, prata e púrpura; pastores
de calças curtas coloridas e sapatos de fivelas douradas; príncipes
ostentando coroas adornadas de pedras preciosas e roupas de arminho e
ainda divertidos palhaços vestidos em roupões folgados e gorros
pontudos na cabeça. Tudo, as pessoas e as roupas, tudo de porcelana!
O mais alto dos habitantes não chegava a bater no joelho de Dorothy.
A princípio, comportaram-se como se nem tivessem visto os viajantes,
com exceção dum cachorrinho de porcelana, que chegou até o muro,
latindo fininho e fungando. Scarecrow pulou para o chão de porcelana e
os outros usaram seus ombros como ponto de apoio. Depois puseram-se
todos a caminho através da estranha região, cruzando logo com uma
pastora de porcelana que ordenhava uma vaca também de porcelana.
A vaca, assustada, deu um coice, derrubando o banquinho, o balde e a
pastora. Dorothy ficou morrendo de pena ao ver que a vaca perdera uma
perna, enquanto o balde ficara em pedaços e a pobre pastorinha sofrera
um corte profundo no cotovelo esquerdo. Por mais que se desculpassem, a
pastora afastou-se muito zangada, resmungando contra os desastrados
intrusos...

- Temos de tomar muito cuidado por aqui! - observou Danyl.

Um pouco mais adiante, avistaram uma jovem princesinha lindamente
vestida, que começou a correr ao dar com os estranhos. Para vê-la mais
de perto, a menina correu também e a boneca de porcelana começou a
gritar, numa vozinha tão aflita que Dorothy parou para saber o motivo:

- Não corra atrás de mim! Não corra atrás de mim!

- Por que não?

Porque se eu correr, posso cair e quebrar-me! - respondeu a princesa,
parando, por sua vez, a uns passos de distância.

- E não tem conserto?

- Tem conserto, mas eu nunca mais vou ser a mesma!

- É verdade! - concordou a menina.

- Olhe, ali vem o Coringa, um dos nossos palhaços. Vive tentando
equilibrar-se sobre a cabeça e já se quebrou tantas vezes que tem mais
de cem remendos! - concluiu a mocinha de porcelana.

De fato, um palhacinho alegre avançava na direção do grupo, vestido
de roupas vistosas, em tons de vermelho, amarelo e verde, todo coberto
de sinais, que atestavam os numerosos remendos. Depois de algumas
cabriolas, o palhaço ficou de pernas para o ar, firmando-se sobre a
cabeça...

- Não ligue para o Coringa. Já teve tanto remendo que não deve estar
muito bom da cabeça! - disse a princesa.

- Oh, não me importo a mínima. Mas você é tão engraçadinha! Acho que
poderíamos ser boas amigas. Gostaria de levá-la para Kansas e colocá-la
na estante de Tia Ema. Se você aceitar, pode viajar dentro da minha
cestinha horrível! - apressou-se a dizer Dorothy.

- Seria uma desgraça para mim. Aqui em nosso País, compreende, podemos
falar, podemos andar e somos felizes... mas, se o deixarmos, nossas
juntas ficam duras e temos de viver, quietas e mudas, nas prateleiras
das salas! - respondeu a princesa de porcelana.

- Ah, é assim? Eu ia morrer de pena se você fosse infeliz... então,
princesinha, adeus!

- Adeus, menina!

Com todo o cuidado, o grupo continuou a viagem através do País de
Porcelana. Ao vê-los, as delicadas figurinhas escondiam-se depressa,
receosas de acidentes graves. Uma hora depois, a turma alcançou outra
muralha de porcelana, um pouco mais baixa que a primeira. Subindo nas
costas do leão, pularam todos para o alto do muro. Lyon tomou impulso
e saltou, mas derrubou com a cauda uma igrejinha de porcelana, que se
desfez em cacos, fazendo Dorothy suspirar:

- Que pena! Mas, mesmo assim, acho que ainda tivemos sorte!

- É verdade, Dorothy! Atravessamos um país de porcelana e só estragamos
uma perna de vaca e uma igreja! - completou Danyl.

Os nossos amigos achavam-se agora numa região desagradável, recoberta
de capim bravo, cheia de pântanos, onde era difícil caminhar sem cair
na lama. No entanto, com muito cuidado, conseguiram atravessá-la e
atingiram terra firme. Mas a terra firme também não chegou a ser uma
alegria, pois logo depois surgiu-lhes à frente uma floresta de
altíssimas e velhas árvores. O leão lançou em torno um olhar de
contentamento, dizendo:

- Que floresta deliciosa! Nunca vi um lugar tão simpático !

- Muito sombrio, muito sombrio! - disse o espantalho.

- Nada disso! Gostaria de passar aqui o resto da vida. Reparem só como
são macias estas folhas secas! Como é verde e grosso o musgo desses
troncos! Até parece a pátria dos animais selvagens! - replicou Lyon.

- Será que existem animais selvagens nesta floresta? - perguntou Danyl.

- É bem possível, embora não estejam visíveis! - respondeu o Lenhador.

A escuridão no meio da mata impediu que prosseguissem. Dorothy, Totó,
Danyl e Lyon foram dormir. Tin Man e Scarecrow montavam guarda, como
sempre faziam, pois não precisavam dormir.
Ao recomeçarem a marcha pela manhã, ouviram um surdo rumor, como se uma
multidão de animais rosnasse ao mesmo tempo. Sem medo, continuaram por
uma trilha já bastante pisada. Atingiram uma clareira, onde centenas de
feras de todos as raças se achavam reunidas. Havia tigres, elefantes,
ursos, lobos, raposas e todas as outras espécies de animais que a
história natural estuda. Dorothy e Danyl, é claro, ficaram com medo,
mas Lyon explicou que os animais estavam em conferência e deviam ter
algum problema para fazerem tanto barulho. Foi só ouvirem a voz do
leão e os animais ficaram quietinhos. Um tigre imenso curvou-se com
o maior respeito, dizendo:

- Bem-vindo seja, Rei dos Animais! O senhor chega no momento exato para
combater o inimigo e trazer de volta a paz da floresta!

- Qual é o problema? - indagou Lyon, na maior das calmas.

- Estamos ameaçados por um inimigo feroz! - respondeu um leopardo.

- Trata-se dum monstro descomunal: parece uma aranha enorme, com o
corpo do meu tamanho! - disse um elefante.

- Ela tem oito pernas do comprimento duma árvore! - disse uma girafa.

- Ela prende os animais que vai encontrando como a aranha faz com a
mosca! - completou um hipopótamo.

- Enquanto o monstro viver, estamos todos ameaçados de morte. Estávamos
precisamente discutindo o assunto, quando o senhor surgiu! - disse o
tigre.

Depois de pensar um pouco, Lyon indagou:

- Existem outros leões por aqui?

O tigre informou que o monstro já os havia devorado e Lyon quis saber:

- Se eu destruir o grande inimigo, serei proclamado Rei da Floresta?

Além do tigre, todos os outros animais responderam afirmativamente.
O leão quis saber logo onde se encontrava a aranha-monstro e o tigre
mostrou uma mata de árvores seculares, dizendo:

- Ali, Majestade!

- Tomem conta dos meus amigos - recomendou o leão.

- Tudo bem, Alteza! - respondeu um crocodilo.

- Vou imediatamente procurar esse monstro! - disse Lyon, adentrando a
mata.

A aranha gigante estava adormecida quando o leão a encontrou. Era de
fato repugnante e seu adversário fez uma careta involuntária, diante
das pernas compridíssimas e do corpo, recoberto de pêlo duro e preto.
A boca imensa mostrava dentes de meio metro de tamanho, mas o pescoço
era mais fino que a cintura duma vespa e deu logo ao leão a idéia de
atacar a aranha antes que ela acordasse. E, mal pensou, já havia
pulado sobre o monstro, arrancando-lhe a cabeça com uma forte patada.
Saltando de novo para o chão, esperou que as pernas do monstro parassem
de se mexer, para não ter a menor dúvida de que ela estava morta.
Voltando à clareira, comunicou com muito orgulho aos animais:

- Cumpri o meu dever: o monstro está morto!

Aclamado rei, afirmou aos súditos que voltaria para governá-los assim
que Dorothy, Danyl e Totó estivessem a salvo, a caminho de Kansas.
O restante do caminho foi feito sem incidentes, até que, deixando a
escuridão da floresta, deram com um monte íngreme, cheio de pedras. O
espantalho, achando que o jeito era subir pelas pedreiras, tomou a
dianteira. O grupo se aproximava do sopé do monte, quando ouviram uma
voz rouca:

- Alto!

- Quem é você? - perguntou o espantalho.

Uma cabeça surgiu por detrás das pedras...

- Este morro é nosso. É proibido passar por ele!

- Mas não temos outra solução... vamos ao País dos Quadradinhos!

- Pois é isto exatamente o que não devem fazer!

Surgiu então, diante deles, o ser mais estranho de toda a viagem:
Baixinho e forte, com uma cabeça enorme e achatada no alto, um pescoço
grosso e enrugado e sem os braços. Scarecrow, achando que uma criatura
sem braços não poderia impedi-los de transpor o morro, insistiu:

- Sinto muito, mas este é o nosso caminho, quer você goste ou não!

Rápido como um raio, a cabeça do baixinho deu um pulo para a frente,
como se o pescoço fosse feito de mola, atingindo Scarecrow no peito e
fazendo-o rolar morro abaixo. A cabeça voltou a encaixar-se no tronco,
enquanto o homenzinho exclamava com uma gargalhada:

- Comigo é assim!

Um coro de risadas ouviu-se de todos os lados do morro e centenas de
outros "cabeças-de-malho" apareceram por entre as pedras. Enfurecido
com as risadas, Lyon soltou um rugido que ecoou pelo morro, mas foi
logo atacado por uma cabeça que, como a primeira, saltou para a frente
como um polichinelo e o fez rolar pelo morro como se tivesse levado um
tiro de canhão. Enquanto Dorothy ajudava o espantalho a levantar-se, o
leão, bastante machucado, aproximou-se deles, dizendo:

- Não dá pé, companheiros. Com esses caras não dá pé. O jeito é chamar
os Macacos Voadores pela última vez!

Dorothy, colocando a touca de ouro na cabeça, proferiu as palavras
mágicas. O efeito foi rápido como das outras vezes...

- Quais são as ordens? - perguntou o Rei dos Macacos.

- Queremos ser transportados por sobre a montanha até o País dos
Quadradinhos!

Os macacos suspenderam nos braços os viajantes e decolaram.
Os "cabeças-de-malho", despeitados, começaram a gritar de raiva, dando
socos no ar com as cabeças. Em poucos minutos, Dorothy e os amigos
desceram em segurança no deslumbrante País dos Quadradinhos e o Rei
dos Macacos despediu-se dos viajantes:

- Esta foi a última vez. Adeus e felicidades!

A menina nem teve tempo de agradecer, pois os macacos voadores logo
desapareceram, num abrir e fechar de olhos.
O País dos Quadradinhos parecia próspero e feliz: campos cultivados,
estradas bem calçadas, regatos bonitos. As casas, as cercas e as pontes
eram pintadas de vermelho-vivo. Os Quadradinhos eram baixinhos,
rechonchudos e bem-humorados. Vestiam-se de vermelho, fazendo um vivo
contraste com o verde da relva. Os cinco viajantes dirigiram-se a uma
casa, onde a mulher do fazendeiro serviu-lhes um jantar da melhor
qualidade. Dorothy perguntou à mulher se estava muito longe do castelo
de Glinda...

- Qual nada! Sigam no rumo do Sul. É pertinho!

Depois dos agradecimentos à generosa senhora, o grupo retomou a
caminhada através dos campos, transpondo bonitas pontes, até encontrar
um magnífico castelo. Três lindas moças, com elegantes uniformes
vermelhos, estavam de guarda no portão...

- Que procuram no Reino do Sul? - perguntou uma delas à menina.

- Queremos falar com a Bruxa Bondosa!

- Dêem seus nomes e vou ver se é possível!

Daí a pouco a moça voltava, anunciando que Dorothy e os amigos seriam
recebidos sem demora. Eles foram conduzidos a uma dependência do
castelo, onde Dorothy lavou o rosto e penteou-se, Lyon sacudiu a poeira
da juba, Scarecrow alisou o corpo, Tin Man deu um brilho na pele de
estanho, lubrificando as juntas, enquanto Danyl lambia-se dos pés à
cabeça, no costumeiro "banho-de-gato". Quando todos ficaram mais
apresentáveis, acompanharam a mocinha de uniforme até um imenso salão,
onde Glinda se achava instalada num trono de rubis.
Era encantadora: vestia-se de branco, tinha uns olhos muito azuis e
bondosos, e os cabelos, dum vermelho-vivo, caíam-lhe em cachos pelos
ombros. Dorothy contou à linda bruxa as aventuras que viveram até
aquele momento, finalizando por dizer-lhe:

- Meu maior desejo agora é voltar para Kansas, pois Tia Ema já deve
estar querendo comprar um vestido de luto e, se a colheita deste ano
não foi boa, Tio Henrique não poderá agüentar mais essa despesa!

Sorrindo, Glinda deu um beijo na face da menina e falou carinhosamente:

- Você tem bom coração. Posso ensinar-lhe o caminho de volta, mas você
deve entregar-me a touca de ouro!

- Com muito prazer! Aliás, ela não me serve mais para nada, enquanto a
senhora tem o direito de usá-la três vezes para chamar os Macacos
Voadores!

- Pois é! Precisarei dela exatamente três vezes! - replicou Glinda com
um sorriso misterioso.

Depois de receber a touca, a bruxa perguntou ao espantalho:

- Que pretende fazer depois?

- Vou voltar para a Cidade das Esmeraldas. Meu povo gosta de mim. Só
não sei como atravessar o morro dos cabeças-de-malho!

- Ordenarei aos Macacos Voadores que o levem. Seria uma pena privar o
seu povo dum governador tão formidável!

- Acha que eu sou mesmo formidável?

- É, pelo menos, fora do comum! - respondeu Glinda.

O homem de lata, antes de responder à pergunta de Glinda sobre suas
pretensões, apoiou-se no machado, pensou por instantes e disse afinal:

- Os Pisca-Piscas foram muitos bons comigo. Após a morte da Bruxa
Malvada, convidaram-me para governar a nação. Gostaria imensamente
de voltar ao País do Oeste!

- Minha segunda ordem aos Macacos Voadores será que o levem à terra
dos Pisca-Piscas. Sua cabeça pode não ser tão grande quanto a do
espantalho, mas você brilha mais do que ele, principalmente depois de
bem polido. Será um bom governador!

A bruxa então perguntou ao leão o que pretendia fazer quando Dorothy
se fosse...

- Meu sonho é voltar para a floresta que existe além do morro dos
cabeças-de-malho!

- Os macacos o levaram. Depois darei a touca de ouro ao Rei dos Macacos
para que ele e o bando possam ser livres daí por diante!

- Até o coração da senhora é bonito, mas, até agora, ainda não disse
o que devo fazer para que eu, Danyl e Totó voltemos para Kansas!

- E seus sapatinhos de rubi? Eles têm o poder de transportá-la através
do deserto. Se você soubesse a força mágica dos sapatinhos, poderia
ter voltado para junto dos seus tios no mesmo dia em que chegou ao
Reino de Oz! - replicou Glinda, sorrindo.

- Ah! Tendo sido como foi, pude ser útil a meus bons amigos. Agora que
cada um tem um reino para governar, quero voltar para Kansas! - disse
Dorothy, olhando para o homem de lata, o leão e o espantalho.

- Não esqueça de mim, Dorothy! Tenho que voltar contigo!

- Eu não o esqueceria, Danyl!

A bruxa boazinha interrompeu a conversa dos dois, dizendo:

- Os sapatinhos de rubi são extraordinários. Você pode ir a qualquer
lugar do mundo, dando apenas três passos. Basta bater um salto contra
o outro por três vezes e dizer o nome do lugar para onde pretende ir!

Dorothy, contentíssima, anunciou que iria para Kansas imediatamente.
Abraçou, beijou e acarinhou a cabeça de Lyon, beijou Tin Man, que
começou a chorar o mais perigoso dos seus prantos e, quando apertou
Scarecrow nos braços, sentiu que o corpo fofo estava sacudido pelos
soluços. Danyl também despediu-se dos amigos de aventuras, convidando-os
a visitarem o Reino dos Campos Livres. Todos prometeram que, assim que
fosse possível, o visitariam. Glinda desceu do trono, deu em Dorothy
um beijo de adeus e despediu-se de Danyl.
A menina voltou a agradecer-lhe a generosidade. Por fim, abraçou Danyl,
que carregava Totó nos braços, deu, mais uma vez, adeus para todos,
bateu com um salto três vezes no outro, e disse, quase gritando:

Quero ir para onde está a Tia Ema!

Suspensos logo no ar, começaram a ser levados tão gentilmente que só
percebiam o vento passando e, pouco depois, rolaram pela relva antes de
saber onde se encontravam. Olhando em torno, ficou espantadíssima ao
ver estender-se à sua frente a cinzenta planície do Kansas e, poucos
metros adiante, a nova casa que o Tio Henrique construíra.
Totó, pulando dos braços de Danyl, correu para o curral, onde o tio
ordenhava as vacas. Ao colocar-se de pé, Dorothy observou que calçava
só as meias:
os sapatinhos de rubi tinham caído durante a travessia e ficaram
perdidos para sempre no deserto.
Tia Ema estava saindo de casa para regar as couves, quando deu com
Dorothy correndo em sua direção...

- Minha queridinha! Onde você esteve esse tempo todo? - perguntou,
apertando a menina entre os braços e cobrindo-lhe o rosto de beijos.

- No Reino de Oz! - respondeu Dorothy, muito séria.

- Depois você nos conta que lugar é este, querida. Agora vamos entrar e
fazer um lanche!

- Está bem, Tia Ema... deixa só eu chamar meu amigo Danyl!

E Dorothy voltou ao lugar que Danyl ficara sentado...

- Vamos entrar para fazer um lanche, Danyl!

- Obrigado, Dorothy, mas estou sem fome e preciso continuar minha
viagem. Adeus e até qualquer dia! - respondeu o gato, dando um abraço
na menina.

- Adeus, Danyl. Foi muito bom conhecê-lo e viver contigo estes dias,
apesar de todas as tribulações que passamos!

- Assim é a vida, Dorothy, porém, devemos tirar proveito das lições
que a vida nos ensina. Fui!

Danyl retornou à estrada, enquanto Dorothy voltava para casa...

 

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