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Promessas do Amor

 

Data: 18/05/2009
Hora: 12:20:00
Publicado por: ederson
Publicado na página: biblioteca_ler

 

“O amor é um sentimento de felicidade. Não se consegue escolher a quem amar.”
Marta se preparava para a grande hora. Para evitar excesso de ansiedade, ela voltava sua atenção totalmente ao seu serviço.
A doceria estava com muitos clientes, já que no dia, havia sido lançada uma promoção, no qual o cliente comprava um doce e ganhava outro de brinde.
Ela atendia cada cliente com muita atenção, carinho e dedicação. Isso levava a doceria cada vez mais para o sucesso. As horas pareciam uma eternidade para a menina.
Enquanto isso, Juliano estava na casa do seu amigo, Cláudio. Eles conversavam sobre as coisas da cidade. Juliano entregou a ele o pote de pé-de-moleque. Cláudio disse:
_Obrigado! Onde comprou?
_Comprei naquela doceria lá do centro, a doceria M I.
_ AH! Aquela que as donas da doceria são a garota e a mãe dela?
_ Isso mesmo.
_ Como é mesmo o nome da menina?
_ O nome da garota é Marta e o da mãe dela é Ilda.
_Pois é, andaram me falando que as bombas de chocolate de lá são as melhores da região. É uma pena que eu não posso comer chocolate.
_ Pois é, quando eu vou lá, eu faço a festa com aquelas bombas, disse Juliano.
_ Como pode uma garota daquela, tão nova conseguir administrar aquela maravilha? Aquela menina é inteligente e tem um ótimo futuro!
_ Sim, ela tem muita força de vontade e consegue dominar aquilo lá muito bem.
_ Com certeza!
_ Bom, deixa eu ir. Me deu vontade de convidar Marta para tomar um sorvete comigo.
_ É mesmo? E o que ela falou?
_ Ela aceitou.
_ Puxa que legal! Não vai me dizer que está querendo “fisgar” a mocinha. Tá?
_ Bom... Não sei acho que agora é só amigo dela.
_ Amigo é? Sei sei, conta outra. Bom, mas vai lá, não quero te atrapalhar. Boa sorte amigo!
_Que que isso, não vai me atrapalhar. Deixa eu seguir meu rumo então. Até mais amigo!
_ Até. Quando tiver por aqui dá uma aparecida.
_ Pode deixar!
Juliano saiu da casa do amigo.
Enquanto isso Marta continuava a trabalhar. Quando finalmente chegou 8 horas da noite, os clientes começaram a sair da loja um por um, até que a loja ficou vazia.
Marta fechou a loja. O dia de serviço finalmente havia acabado.
De repente, ela ouviu batidas na porta.
_Quem é? disse a menina.
_Sou eu, Marta.
A voz era bem familiar para ela.
_ Ju... Ju... Ju... Juliano? Espera aí que vou pegar a chave,
Marta saiu dos fundos da loja e foi procurar a chave com o coração em disparada. Ela nunca havia se sentido daquele jeito.
“Meu Deus, o que está acontecendo comigo?” pensou ela.
Pegou a chave e foi até a porta para abri-la.
_Boa noite, Marta! Disse Juliano.
_Olá! Boa noite! Fico feliz em revê-lo. Entre!
_Com licença.
Juliano entrou na loja. Os dois se comprimentaram e foram até os fundos do estabelecimento. Lá encontraram dona Ilda:
_Juliano, essa é minha mãe, Ilda, disse Marta.
_Mãe, esse é meu amigo Juliano.
_olá dona Ilda, muito prazer!
_O prazer é todo meu, meu fiho! Entre e fique a vontade.
Juliano entrou na sala onde a mãe da garota estava. Naquele momento, as duas estavam dando as instruções para as vendas do dia seguinte.
_Juliano, aceita um café? Disse Ilda.
_Aceito sim senhora, por favor.
_Marta, prepara lá um café pro.... Teu amigo? Dona Ilda fez uma cara de desconfiada.
_Sim mãe, é pra já! Disse Marta.
_Hoje Juliano vai ver se a minha garota está pronta pra casar, respondeu dona Ilda. Os três riram.
Depois de mais ou menos 10 minutos, Marta retorna com o café feito.
Juliano esperimentou e disse:
_Hum.... Já está mais que preparada para casar! Riram novamente.
_Bom D. Ilda, vou levar a filha da senhora para passear um pouco. Posso?
_Pode sim, mas tenham juízo!
Os dois saíram da salinha da loja e se dirigiram até a porta da rua. Marta pegou a chave e abriu.
Dona Ilda ainda apareceu e disse:
_se cuidem!
_Até mais, mãe!
Foram para rua.
A noite parecia convidá-los para um lindo romance. A lua cheia juntamente com as estrelas enfeitavam o céu com suas lindas luzes. O clima estava agradável, não estava frio. Estava sem vento. O aroma das tradicionais damas da noite deixava o ar tão doce quanto o mel.
Foram até a sorveteria da praça principal, no qual encontrava todo o comércio da pequena cidade de Ubarana. Nos bares e lanchonetes, pessoas entravam e saíam a todo momento.
Juliano e Marta entraram na sorveteria. Na porta havia uma placa com os seguintes dizeres:
“Sejam bem vindos a sorveteria e agora lanchonete do Carlão! Entrem e fiquem à vontade! Aqui, nossa preferência são os nossos clientes.”
Entraram no estabelecimento e ficaram observando o local, a procura de lugares para se aconchegarem.
Passado algum tempo, chega um senhor para atendê-los. Era um homem de meia-idade, moreno, olhos castanhos escuros, alto e forte. Ele vestia uma camiseta branca, calças jeans e um tênis preto. Muitas pessoas da cidade comentavam que ele era muito inovador na forma de se vestir da época. Sua cabeça era revestida por um plástico fino e transparente, cujo objetivo era evitar que caíssem cabelos nos lanches dos consumidores. Por dentro do plástico, notavam-se seus cabelos grisalhos.
_Boa noite Marta! Disse o senhor em tom de euforia.
_Boa noite senhor Carlos. Este é meu amigo Juliano. Juliano, este é o dono da.... Marta olhou para a placa na porta. Lanchonete.
_Boa noite Juliano, seja bem vindo! Muito prazer.
_Muito obrigado, o prazer é todo meu.
_então temos agora uma lanchonete nova na cidade? Disse a garota empolgada.
_Pois é menina, o negócio cresceu tanto que acabei transformando isso aqui numa lanchonete.
_puxa que bom! Fico feliz por isso.
_Muito obrigado. O que vocês vão querer?
_Eu, por enquanto, vou querer um cachorro quente, disse Marta.
_Eu também, disse Juliano, ainda tímido por não conhecer o senhor que o atendia.
_tudo bem, em breve levarei o lanche de vocês. Sentem-se!
_Obrigado senhor Carlos.
O casal localizou uma mesa de canto com duas cadeiras. Foram até a mesa e se ajeitaram por lá.
Em cinco minutos o pedido de Marta e Juliano chegou. Os dois se deliciavam com os seus lanches. Depois eles pediram um refrigerante e, por fim, um sorvete. Eles conversavam sobre tudo. Sobre as curiosidades de São Paulo, sobre a empresa em que Juliano trabalhava, sobre o clima daquela noite, as mudanças no governo brasileiro impostas pela ditadura militar, etc.
_Já te falaram que você é uma garota muito bonita? Perguntou Juliano.
_Já... disse Marta já com o rosto vermelho de vergonha.
_Eu fiquei te observando desde o primeiro dia em que te vi trabalhando lá na doceria. Adoro esse jeito de ser. Uma garota muito esperta.
_Você também é uma pessoa maravilhosa Juliano. Também lembro de você desde aquele dia lá na loja.
Os dois ficaram frente a frente, olhando um para o outro.
De repente, Juliano ficou mais próximo de Marta. Marta abriu a boca para falar alguma coisa. Antes que ela pronunciasse qualquer palavra, Juliano puxou-a e beijou-a ardentemente. Foi nesse dia o primeiro beijo do casal que dali, iniciaria o namoro.
Será que mudará alguma coisa na vida de Marta a partir de agora?

 

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