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Um misterioso salvador...

Publicado por: cisco.devair
Data: 14/02/2009
Hora: 09:18:41
Página: biblioteca_ler
Livro A Odisséia de Starsol & Luasat
Capítulo 14
Leituras: 147

 


A ODISSÉIA DE STARSOL & LUASAT
Capítulo: XIII



Um misterioso salvador...
A vida, ou seja: o viver é maravilhoso. Considerarmos o simples viver como uma verdadeira GRAÇA recebida DO SENHOR deveria ser uma de nossas principais atitudes diárias.
Deveríamos agradecer a todo segundo que respiramos a felicidade de estarmos vivos, e, portanto, estarmos em condições de enfrentar tudo que temos pela frente.
Enfrentarmos tudo sempre com valentia, humildade, serenidade e confiança.
Se nos apoiarmos Dentro dos princípios desta simples filosofia com certeza poderemos sempre contar com um Ser Divino ao nosso lado.
Mesmo quando tudo pareça escuro, ou quando tudo ficar um pouquinho mais difícil, quando parecer que tudo de ruim está acontecendo de uma só vez.
Nesta hora, em que tudo insiste em dizer que aquilo que nos aflige no momento não tem solução, em que tudo aparenta estar virado dos avessos, é nestas horas que devemos fazer uso de nossa sabedoria, sermos paciente e deixarmos a tempestade passar.
O "esperar" passar, significa procurar soluções com serenidade, esperar o tempo operar seus milagrosos efeitos.
Devemos tomar atitudes, irmos à luta, Vivermos A VIDA.
Afirma antiga máxima:
”Depois da tempestade, sempre vem a bonança”.

Com estes pensamentos em mente, vinha Nicanor retornando ao Santa Margarete.
Samanta ao seu lado não escondia seu estado de ânimos, continuava abatida, nas últimas horas seu mundo havia desmoronado. ,
Até aquele momento ela ainda estava um tanto desnorteada, o choque das últimas notícias ainda perturbava a pobre gestante, tudo para ela se descortinava em um horizonte negro; o problema que o casal vivia dizia ser de difícil solução, seus sonhos alegres e coloridos, que vivera até a véspera deste dia, agora se transformavam em verdadeiros e terríveis pesadelos.
Realmente, a situação indicava um futuro negro, fazia-se necessário tomar atitudes, ir à luta, continuar e enfrentar o desafio que a vida lhes impunha. O momento devia ser enfrentado com valentia.
Nicanor após uma longa reflexão já decidira a sua próxima iniciativa. De acordo com sua jovem e assustada companheira, ficou acertado que: O rapaz entraria em contato com Gallus o mais rápido possível.
Pensando assim o mesmo com determinação e um brilho cheio de esperança no olhar, pisou fundo no acelerador aumentando a velocidade de seu velho e robusto Opala; quando de repente, em uma das curvas da longa estrada que naquele momento encontra-se deserta, viu-se obrigado a frear bruscamente.
Enquanto os pneus guinchavam igual fera acuada, ouvia-se no ar o grito de alerta de Samanta:
-- CUIDADO Nic!
O aviso da esposa se misturou ao sinistro ruído provindo do efeito da brusca freada.
O conservado veículo com a longa frenagem fritava seus pneus, e sacolejando foi arrastando-se ainda por alguns metros no ardente asfalto.
Nicanor com maestria, conseguiu controlar o veículo parando o quase em cima de um corpo humano que se achava estirado no meio da pista.
O lugar do incidente era aquele mesmo ponto, onde o casal tivera o contato de primeiro grau com os Owusplantex.
Enquanto Nicanor controlava o potente veículo, milhões de absurdos passaram em segundos, pela cabeça de Samanta, que, em gesto característico, sufocara seu grito levando instintivamente as duas mãos aos lábios. Ela tremia.
Nicanor, imediatamente após dar uma marcha ré, estacionou corretamente e descendo de pronto Disse:
--Calma Santinha! Fique calma. Espere aí que vou lá ver o que está acontecendo!
--Seja cuidadoso hein Nic! Será que não tem perigo?
O marido não respondeu. Com passos largos ele já se dirigia ao local onde se encontrava o corpo caído.
Sua iniciativa movida pelo bom coração era imprudente e lhe viria a custar muito caro.
O corpo, que logo foi constatado ser de um homem continuava inerte e dizia estar necessitando de ajuda.
A primeira vista tudo indicava que o mesmo estava morto ou no mínimo desmaiado, pois sua posição ali estirado era grotesca. Mas não era assim.

Nicanor na ânsia de ajudar o caído acabou cometendo uma atitude um pouco primaria, pois nestas situações não é aconselhável certa iniciativas.
Aquela genuína e bondosa ação traria conseqüências graves ao jovem casal.
O que aparentava ser real não o era. A maldade marcara um encontro com eles naquele fatídico lugar.
Nicanor prestativo como era se acercou do corpo caído e cheio de boas intenções debruçou-se sobre o mesmo, tinha intenção desvirá-lo, pois o inerte encontrava-se de bruços.
Foi grande sua surpresa, ao ver um negro e reluzente cano de revólver espetado em seu peito.
O lobo em pele de cordeiro em um ágil pulo se pôs de frente para Nicanor e, com brusquidão, enquanto cutucava o rapaz com o cano da mortífera arma, rosnou entre dentes:
-- Quieto. Isso é um assalto.
Nicanor deu um pulo instintivo, em atitude de defesa. Mas, ao ouvir o click conhecido do engatilhar da arma, estacou-se imóvel.
Além do eminente perigo que apresentava o rapineiro com aquela arma em sua direção, o rapaz de relance, ainda mais angustiado percebeu mais cinco sujos e mal encarados rapineiros de estrada que neste momento saiam de trás dos densos arbustos que margeavam a estrada. Os mesmos aproximaram-se do carro, subjugaram Samanta.
Usando de truculência, enquanto gracejavam e gargalhavam como estúpidos embriagados.
Nicanor estava impotente, dominado, sua cabeça de lutador, vertiginosamente buscava uma saída para a difícil enrascada.
Sua Santinha chorava, fazendo o rapaz trincar os dentes enquanto cerrava suas impotentes mãos até ao ponto das próprias unhas ferirem sua palma.
O bando de marginais demonstrava toda sua maldade. Os cruéis usavam de gestos truculentos; com suas baixas palavras transmitiam o terror, pois os mesmos faziam uso de palavrões, blasfemavam com sujas insinuações e com suas nojentas mãos apalpavam Samanta.
Nicanor, como um leão ferido, tentou socorrê-la, mas foi impedido pelo marginal que estava armado. O desclassificado com um olhar gelado, demonstrando seu instinto animalesco, voltou a engatilhar sua arma e ameaçou matá-los.
A situação já estava insustentável. Um deles, que era dono de uma cara bestial, neste momento tentava com gestos lascivos, arrancar a blusa da aterrorizada mulher.
A atitude do facínora provocava nojentas gargalhadas nos outros meliantes; A ralé agia como loucos, deixavam transparecer todos seus instintos bestiais, suas bocas babavam grossas salivas pelos cantos.
Os olhares de feras demonstravam a ruindade. A maldade aflorava em seus vermelhos olhos. O casal estava à mercê de feras endemoniadas. O futuro do casal começava a correr risco de morte.
A cabeça de Nicanor já estava quase chegando à terrível conclusão de reagir, não se importando com a provável morte.
O sanguinário bandido armado, prevendo uma possível reação do agoniado rapaz, enfiou sem dó o frio cano do revólver no seu ouvido. O desajustado animal que incomodava Samanta, com um forte puxão conseguiu arrancar a bata da grávida. Samanta gritou angustiada, implorando em nome de Deus, enquanto o animalesco que a subjugava tentava estupidamente beijá-la.
Quando tudo parecia perdido, tudo de ruim se aproximava, a violência sexual era inevitável, pois o imaculado, pálido ventre volumoso de Samanta, que estava à mostra, parecia atiçar e aumentar os sujos desejos dos chacais. Era o fim, pensou Nicanor.
O rapaz ia para o tudo, o rapaz desesperado ia arriscar tudo em uma só cartada. De repente, ouviu-se o barulho milagroso de uma potente motocicleta que se aproximava.
A potente máquina parou em seco próximo do grupo. A voz grave de seu condutor bradou no espaço.
-- O que está acontecendo aí?
Todos pararam o que praticavam para observarem o dono daquela imperiosa voz. A poucos metros do grupo, todos viram um barbudo homem com uma grande cabeleira caída sobre os ombros. Seus olhos estavam escondidos atrás de óculos grandes, de lentes escuras, um jaquetão de couro, completava com uma calça igual, enfiada em botas pesadas de canos longos. Sua aparência impunha respeito, sua estatura era elevada, parecia um gladiador em vestuário de “motoqueiro”. Suas grandes mãos apareciam dentro de luvas, próprias para pilotar grandes máquinas.
Os bandidos, por alguns minutos ficaram sem ação, suas lerdas cabeças embrutecidas pelo álcool, demoravam em assimilar a intromissão do decidido personagem.
O corajoso salvador caminhou com suas curvadas pernas em direção do grupo. Não demonstrava medo algum. Vinha lentamente, decidido um andar cadenciado igual a um felino sereno. Sua voz poderosa voltou a perguntar:
-- O que vocês acham que estão fazendo aí, seus animais nojentos?
As hienas covardes, por alguns minutos, ficaram estacadas em suas covardia.
O sujeito armado instintivamente virou sua arma em direção ao recém chegado. Nicanor, com alívio, viu-se livre da terrível arma. Samanta cobria-se sumariamente com os braços.
Os covardes, ao constatarem que o intruso estava desarmado, não pensaram muito.
Dois deles com suas caras sujas sacaram facas das suas cinturas. Um outro: um avantajado crioulo, já empunhava em posição de ataque um pesado porrete.
Por sua vez, aquele que empunhava o revólver e que tudo indicava ser o líder da corja de vagabundos, dirigindo-se AO RECÉM-CHEGADO, Bradou com sibilante e irritada voz:
--Não se meta seu filho de meretriz! Vá para o quinto dos infernos!

Esta odisséia continua no próximo capítulo!
Quem será o homem barbudo? Confiram!

 

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