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O INFERNO DE UMA ETERNA VIAGEM
| Data: | 04/02/2009 |
| Hora: | 19:06:42 |
| Publicado por: | bruno |
| Publicado na página: | biblioteca_ler |
João é um respeitado caçador. Ele mora em BH e viaja para caçar. Em todas as viagens que fazia era bem sucedido e matava quantos animais quisesse.
Ele era responsável por muitas pálpebras se fecharem.
Seu maior sonho era conhecer o mar. Apesar de viajar muito, João nunca tinha ido a uma praia; João nunca conhecera o mar.
Certa vez, ele foi a uma bela praia em Salvador. As águas não eram de tudo cristalinas; porém, as praias eram muito bonitas.
Ele entrou no mar pela primeira vez. Ele estava emocionado.
João foi mais para o fundo: Resolveu nadar. Ele era bom nadador, porém nunca havia experimentado a fúria do mar. Aliás, esse exímio caçador nunca havia
experimentado a fúria da natureza.
João deitou-se e começou a nadar. Nesse momento, ele estava muito emocionado.
Começou então, a pensar no futuro presidente de nossa pátria. Lula poderia fazer um bom governo. Seu único problema era a falta de conhecimentos de línguas.
Imaginou Lula conversando com o presidente da Escócia, da Irlanda e de tantos outros países. Como seria isso? Algo do tipo: "- Oi companheiro". E nada
mais, pois Luís Inácio não entenderia a fala dos presidentes de outros países e, a recíproca também seria verdadeira. Pensou então, como nossa língua é
desvalorizada. Uma grande prova disso seria o fato dos outros presidentes não entenderem Lula. As ondas estavam fortes e violentas e estavam puxando João
para o fundo; porém, ele não percebia.
Imaginou um belo jogo de futebol de campo e de praia. Se imaginou dando dribles e marcando muitos gols. Imaginou a torcida gritando seu nome e... As ondas,
cada vez o puxavam mais para o fundo.
Imaginou-se caçando e matando muitos animais, porém não pensou que a caça poderia ser ele. Imaginou-se tomando uma cervejinha ao sair dali, mas... Não se
fez uma pergunta: Será que sairia?
Em sua última gota de fôlego, viu os guardas pulando na água para tentar salvá-lo, porém, tudo em vão. As ondas já o carregaram demais. Assim, João perdeu
os sentidos e o mar, representando a natureza, fechou as pálpebras de um especialista em mortes. Assim, a natureza mostrou sua fúria, fúria esta que o
homem ou não conhece ou finge não conhecer.
O homem fecha pálpebras de elementos da natureza; em contrapartida, a natureza dá a resposta, fechando pálpebras de humanos.
Estamos em uma grande guerra. Nesta, não há vencedores. E enquanto o ser inteligente, homem, não se conscientizar e parar de destruir quem o construiu,
pálpebras se fecharão sem cessar e muitas vidas serão perdidas por pouca coisa.
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