| Publicado por: | cisco.devair |
| Data: | 22/12/2008 |
| Hora: | 16:38:43 |
| Página: | biblioteca_ler |
| Livro | x |
| Capítulo | 0 |
| Leituras: | 137 |
A ODISSÉIA DE STARSOL & LUASAT
Capítulo 2
O primeiro encontro...
Nicanor deu um pulo assustado, boquiaberto, ficou em guarda: facão na mão, pronto para o que desse e viesse. Samanta deu um grito abafado.
Não acreditavam em seus olhos, aquilo era impressionante e curioso...
O casal Nicanor e Samanta tinha à sua frente, um ser bem alto que parecia uma árvore com uns três metros de altura; ao seu lado um baixinho com cara de bebê. O grandão era assustador. Parecia medir uns três metros, cabeça quadrada, o que cobria a cabeça era uma espécie de penas ou folhas, duas orelhas esquisitas que pareciam sinos com as aberturas viradas para cima. No lugar dos olhos quatro pelotas negras com estrelinhas no centro de cada pelota, que piscavam e brilhavam como luzinhas de árvore de Natal. Um bico ou trompa ficava no lugar da boca. O corpo era encurvado e enrugado, em tom de rosa escuro, com uma espécie de penugem em algumas partes do mesmo que era enorme e terminava com duas pernas pequenas e dois pés grandes com treze dedos cada um.
Ao lado do corpanzil pendiam dois braços gordos e compridos que iam quase até o chão; na extremidade das enormes mãos com treze dedos.
Na frente do corpanzil, na altura do peito, dois pequenos braços finos e curtos com pequenas mãos com sete dedos cada.
Estava aparentemente seminu. Usava apenas uma fralda enorme que parecia ser feita de metal azulado com diversos desenhos e figuras esquisitas. Movia-se devagarzinho balançando-se como uma árvore ao vento, chiando igual a uma chaleira fervendo água.
O baixinho era bonitinho, pequenino, engraçadinho, parecia um bonequinho de louça. Aparentemente media um metro de altura, cabeça ovalada, pelada, reluzente, como uma lâmpada achatada. Sua pele era de um rosa-choque cintilante que impressionava.
Nicanor bradou:
--Quem são vocês? O que vocês querem com a gente? Por favor, não cheguem mais perto! Pelo amor de Deus! Olha que eu meto o facão; deixa a gente em paz!
Ao bradar, pulava para lá e para acolá, cortava o ar com o facão, parecia um desengonçado lutador de artes marciais. Samanta saiu do carro e procurava refugiar-se atrás do marido, branca como cera. Os lábios tremiam batendo os dentes, murmurando orações atrapalhadas, com as mãos cruzadas no peito. De repente... Os olhinhos do Tampinha brilharam mais forte, soltando duas pequenas luzes, parecendo pequeninos raios fulgurantes em cor azul anil. Sem que Nicanor pudesse reagir ou tivesse tempo para piscar, o facão foi arrebatado de suas mãos, deixando-o com cara de taxo; pois isso aconteceu delicadamente sem molestá-lo.
O facão foi voando para as mãos do Tampinha que continuou a envolvê-lo com o seu olhar e o incrível aconteceu... O facão foi diminuindo de tamanho até ficar do tamanho de uma pequena faca de cozinha. O Tampinha colocou delicadamente o pequeno objeto em uma gaveta que se abriu automaticamente de um móvel que ali estava.
O casal não sabia como reagir... Morria de medo, estavam apalermados. Então... Um objeto minúsculo veio em direção a Nicanor e outro em direção a Samanta. Um dos objetos, parecendo um anel, encaixou-se no dedo de Nicanor na mesma mão que antes empunhava o facão. E o objeto que foi em direção a Samanta, delicadamente envolveu o pulso direito de seu braço (um lindo bracelete de pedras brilhantes).
Tudo isso aconteceu em segundos que pareciam séculos. Então finalmente tudo aconteceu...
Aqueles objetos que aparentavam duas jóias preciosas ajudaram na comunicação entre os interlocutores, que ali estavam. --Um salvo-alagados! Sejam bem vindos! Somos de paz e amor. Rhau, rhau. Crianças do Planeta Água! Queremos ficar um pouco! Tá legal?
A voz era estranha, mas Nicanor e Samanta entenderam algumas palavras e ficaram mais relaxados. O medo deu lugar a uma curiosidade feminina e infantil.
--Quem são vocês? - Indagou Nicanor com sua maneira simples de falar.
--O que vocês querem? Deixem-nos ir embora! - Samanta implorou:
--Pelo amor do Menino Jesus, por Santa Margarete, deixe-nos em paz!
Então, um perfume suave sentiu-se no ar. Samanta, de repente, mudou o seu comportamento e passou a dialogar com os estranhos, com serenidade escudada em sua fé e no instinto feminino, natural nas mulheres, principalmente em situações perigosas. No início, o pânico depois a autoconfiança. Dirigindo-se aos estranhos caminhou com as mãos em gesto de saudação.
--Bom dia! Como vão? Podemos ajudá-los em alguma coisa?
Primeiro cumprimentou o grandão que pareceu ficar com medo, querendo esconder-se atrás do Tampinha. Ao cumprimentar o outro, ouviu:
--Ele medrou, ele é pirralho. Sou seu protetor...
--Sou Gallus, grande líder do Planeta ÓVUS! Ele será novo Líder. - Falou assim, o Baixinho, apontando para o grandão...
Nicanor aproximou-se e seguiu o exemplo da mulher.
Cumprimentou-os e os quatro passaram a dialogar amigavelmente...
O Grandão quase não falava e o Baixinho misturava letras e palavras, mas, fazia entender-se, enquanto seus olhinhos piscavam como estrelinhas de árvore de Natal.
Todos estavam curiosos...
A conversa foi longe, até que Gallus (o Tampinha cor-de-rosa) convidou o casal:
--Chamanta, Nicarror! Vamos vagar pela Oãiva Sideral?
--Não é Chamanta nem Necarror. É Sa-man-ta e Ni-ca-nor! - Lembrou o próprio, Nicanor:
--O que é Oãiva Sideral, Oã-i-va? - Quis saber Samanta, soletrando e gesticulando devagar.
--É onde estamos falou corretamente Gallus: Mostrando a nave com a pequenina mão.
--O que é VA-GAR? - Perguntou Nicanor.
O Baixinho, suavemente, pegou no braço de Samanta e começou a andar chamando Nicanor. Atendendo ao convite, Nicanor acompanhou o grupo, movendo-se dois passos atrás. Ia impressionado; observava mudo o porte majestoso, a elegância, a altivez do Tampinha, apesar da pequena estatura. Pensava com seus botões...
--Que diferença absurda! Pensou ele, ao observar o Grandão, que seguia desengonçada mente, apitando igual chaleira de apito, fervendo, balançando mais que árvore açoitada pela ventania.
Mostrengo, desajeitado, assustador, engraçado e medroso. O Grandão, de vez em quando, relanceava um olhar de canto para Nicanor. Seus quatros enormes olhos demonstravam receio.
--E Santinha, que incrível! - Exclamou em pensamento Nicanor, admirado com o desembaraço da companheira que seguia à frente dialogando numa boa, numa maior, num papo tri legal com o Nanico cor-de-rosa.
É, de fato Samanta conversava, corrigindo e brincando, rindo da maneira engraçada do tampinha ao pronunciar certas palavras; e Nicanor admirava também a felicidade do pequeno estrangeiro em aprender.
Entraram em um grande salão, também oval, aonde mais surpresas aguardavam o casal...
Enquanto isso o mundo girava em outro canto, as coisas aconteciam...
Longe dali vamos encontrar um paraíso.
Confira isto no próximo capítulo.
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