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Tudo começou assim...

 

Data: 22/12/2008
Hora: 16:37:16
Publicado por: cisco.devair
Publicado na página: biblioteca_ler

 

A ODISSÉIA DE STARSOL & LUASAT
Capítulo: 1

Tudo começou assim:

A brisa suave vinda do minuano merecia comentários de prazer. O Sol irradiava um calor gostoso e seu brilho refletia como chama suave por entre as folhas.
O velho Opala rodava em baixa velocidade, deslizando sem pressa pelas curvas da estrada.
Ao volante Nicanor cantarolava feliz: “Eu te darei o Sol, a Lua e as Estrelas... lá larali, larali...”. Cantarolava, outra hora assoviava; estava radiante de alegria. Samanta, ao seu lado, ia quieta e pensativa, o olhar era meigo, parecia sonhar acordada. Volta e meia um meio sorriso aflorava em seus lindos lábios, volta e meia um relâmpago de preocupação passava pelo seu olhar (certamente pensava na responsabilidade).
O jovem casal havia recebido há poucos instantes uma boa nova:
--Querida Samanta e prezado Nicanor, a família vai aumentar! - Comunicara o médico com carinho.
--Em meados do próximo ano vocês serão papais. Parabéns!
--E, tá tudo bem doutor?
--Calma! O neném está com mais ou menos um mês, daqui para frente é só fazer o pré-natal.
--Obrigado doutor.
--Vamos embora querida. - Falou Nicanor dando um beijo na testa de Samanta.
O carro continuava a rodar sem pressa pela estrada silenciosa. Os pássaros cantavam por todos os lados, parecendo homenagear o casal.
--Ô Samanta, o que você acha de Sol e Lua?
--Como Nic? Sol e Lua o quê?
--O nome do neném!
--Ih, O futuro papai tinha pirado. - disse Samanta, rindo alegremente.
--Então o que você acha?
--É... É maravilhoso, grandioso.
--Então se for macho, chamará Sol e se for menina será Lua.
--Calma! Calma Nic, vamos pensar.
Faltando pouco para chegarem ao seu destino, Nicanor visualizou no horizonte uma luzinha amarela piscando. Aparecia e sumia. Olhando, curioso, aquela luzinha, Nicanor distraiu-se por um instante, passando em um buraco da estrada. Assustada, Samanta gritou:
--Cuidado Nic!
Nicanor, com calma, conseguiu controlar o carro, parando em seguida.
--Tudo bem Santinha?
--Ta, Nic. Graças a Deus!
--Olha! Olha! Santinha, a luzinha tá aumentando...
Aquela pequena luz aumentou, ficando azulada e no centro um objeto em forma de chapéu mexicano, zumbia como uma grande abelha cor-de-rosa.
Então, naquele estranho objeto voador abriu-se uma grande porta e o carro de Nicanor foi sendo levitado e sugado.
Assustada, Samantha perguntou:
--O que é isso Nic?
--Calma querida, calma!
Samanta chorava nervosa, começando a rezar:
--Senhor meu Pai! Senhor meu Deus! Tenha piedade de nós! Ajude-nos Senhor!
De repente, tudo ficou quieto. Silêncio profundo...
Uma grande sala ovalada apareceu aos olhos de Nicanor e Samanta, que estavam MAIS PERDIDOS DO QUE CEGO EM TIROTEIO, sentindo-se como peixe fora da água. De repente um suave perfume invadiu a sala, sons musicais estranhos, misturando diversos ritmos já conhecidos pelo casal.
A música pára. Volta o silêncio. Nicanor, com cautela, sai do carro, vai ao porta-malas, pega um facão de cortar cana e corajosamente pergunta:
--Quem tá aí? Quem são vocês? Apareçam! – Nada. Silêncio. Apenas silêncio...
Passaram alguns segundos intermináveis, angustiantes, parecendo um século.
Samanta rezava. Implorava aos Anjos, Arcanjos e Santos de Devoção. Nicanor, ao lado do carro, de facão na mão, olhava por todos os lados. Parecia um galo de briga. Uma fera preparada para defender sua companheira e seu filhote. Aí, tudo começou novamente...
Sons diversos, sem sentidos ou ritmos. Os sons alternavam-se... Latidos de cães, urros de feras, palavras em diversas línguas e dialetos, barulho do mar, buzinaços, gritos e berros horríveis... Neste momento abriu-se uma porta, com mais ou menos três metros de altura, dando passagem a dois seres incríveis...

O mundo gira e esta estória continua no próximo capítulo!


 

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