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Cenário Musical

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Atualizado: 2 horas 18 minutos atrás

Luan Estilizado grava com Elba para EP junino que também terá Teló e Fagner

qua, 04/04/2018 - 00:02
Elba Ramalho e Luan Forró Estilizado Reprodução / Facebook Elba Ramalho Elba Ramalho participa do EP com repertório junino que será lançado em maio por Luan Forró Estilizado. A gravação foi feita nesta primeira semana de abril, na casa da cantora paraibana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Projeto criado em 2010 pelo cantor e sanfoneiro (também) paraibano José Luan Barbosa da Silva, a banda de forró Luan Forró Estilizado prepara disco direcionado ao circuito de São João que movimenta a indústria musical do nordeste do Brasil nos meses de junho e julho. Os cantores Bell Marques, Fagner e Michel Teló também participam do EP junino de Luan.

Vem à tona, com boas canções, álbum feito por João Donato com Ritchie em 1989

ter, 04/03/2018 - 10:16
No segundo semestre de 2016, João Donato gravou em dupla com o filho Donatinho um álbum, Sintetizamor (lançado em 2017), em que se permitiu dar voz a canções formatadas basicamente com sintetizadores. Uma das dez músicas do repertório inédito e autoral desse disco é Hao chi, tema instrumental composto por pai e filho, sem parceiros. Até então, Hao chi era inédita em disco, mas, a rigor, tinha sido gravada por Donato em 1989, ano em que o artista se aventurou a fazer álbum calcado nos sintetizadores pilotados por Donato com Ritchie, cantor, compositor e músico inglês que vivia no Brasil desde os anos 1970 e que fizera grande sucesso na primeira metade da década de 1980. Hao chi foi registrada por Donato no estúdio de Ritchie, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), para álbum, Janela da Urca, que somente vem à tona 29 anos após a gravação. Janela da Urca é um dos três álbuns inéditos embalados na caixa A mad Donato, lançada pelo selo Discobertas em março deste ano de 2018. Além dos três álbuns, uma também inédita compilação de gravações raras completa o lote de CDs da valiosa caixa. Capa da caixa 'A mad João Donato' Divulgação / Selo Discobertas Técnico de gravação do disco, Ritchie comandou o uso dos sintetizadores com sabedoria, evitando pasteurizar a música de Donato com excesso de timbres. Editado pelo pesquisador musical Marcelo Fróes, que desde 2014 vasculha o acervo pessoal do compositor e pianista acriano, o álbum Janela da Urca é álbum pontuado por canções com letras, cantadas pelo compositor com voz opaca, mas com grande musicalidade. Esse tipo de disco, com canções cantadas, não é muito comum na discografia de Donato. Dentre as (boas) canções de Janela da Urca, cabe destacar a rara A música do amor (feita por Donato com letra do compositor e poeta cearense Fausto Nilo), O amor se derrama – parceria bissexta de Donato com Antonio Cicero e Paulinho Lima até então somente registrada oficialmente em disco lançado em 1995 pelo ator e cantor Eduardo Conde (1946 – 2003) – e Entre o sim e o não (João Donato e Abel Silva, 1995), música lançada em 1995 em gravações das cantoras Simone e Lisa Ono. São canções aboleradas, com doses equilibradas de romantismo e latinidade. Lua dourada – música apresentada por Donato em 1986 no álbum Leilíadas com o título de Leila VI e reapresentada em Janela da Urca em duas versões cantadas (com a letra de Fausto Nilo e com adesão vocal de Ritchie) e em registro instrumental – se enquadra nesse formato palatável que vem seduzindo intérpretes desde meados dos anos 1970. Janela da Urca, o improvável álbum feito por João Donato com sons sintetizados por Ritchie, abre espaço para tais canções. (Cotação: * * * *)

Samba inédito de Caetano agrega valor ao show que junta Bethânia e Pagodinho

ter, 04/03/2018 - 07:00
O fato de o show De Santo Amaro a Xerém apresentar músicas inéditas no roteiro agrega valor adicional à turnê que promove, no palco, o encontro inusitado e também inédito de Maria Bethânia com Zeca Pagodinho. Inclusive porque uma dessas músicas é contribuição de Caetano Veloso. Caetano compôs para o show um samba de roda naturalmente intitulado De Santo Amaro a Xerém – nome do espetáculo e também de outro samba de roda de autoria de Leandro Fregonesi que vem sendo ensaiado pelos cantores. Afinal, desde o álbum Âmbar (1996), lançado há 22 anos, Bethânia não ganha música inédita do mano Caetano. Cabe lembrar que a cidade natal dos baianos Bethânia e Caetano, Santo Amaro da Purificação (BA), é uma das terras do samba de roda da Bahia. Na letra do samba, Caetano ergue a ponte que liga Santo Amaro ao bairro de Xerém, QG do carioca Zeca Pagodinho no município fluminense de Duque de Caxias (RJ). Essa ponte Rio-Bahia sustenta o conceito do show, embora o roteiro tenha set cantado somente por Bethânia e outro somente por Zeca, além dos esperados duetos. Além dos sambas de roda, o roteiro também poderá incluir outra música inédita de Leandro Fregonesi. O compositor carioca celebra afetuosamente a cidade de Santo Amaro da Purificação (BA) no samba Pertinho de Salvador. Esse samba inédito também vem sendo ensaiado por Bethânia e Padoinho (em foto de Daryan Dornelles). A turnê nacional do show De Santo Amaro a Xerém começa no próximo sábado, 7 de abril, na casa Classic Hall, em Olinda (PE), seguindo depois para Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP) com o encontro de Bethânia e Pagodinho.

Arnaldo Antunes 'choca' disco que será beneficiado pela turnê dos Tribalistas

ter, 04/03/2018 - 06:00
"Chocando um novo disco. Aguardem". Somente com essas palavras, escritas em post publicado com a imagem de dois ovos no mato, Arnaldo Antunes sinaliza nas redes sociais que se prepara para lançar um álbum de músicas inéditas em meio aos preparativos para a primeira turnê do trio Tribalistas, programada para acontecer entre agosto e setembro deste ano de 2018. O último álbum de estúdio do cantor e compositor paulistano foi o anêmico Já é (2015), lançado há três anos com produção assinada por Kassin – disco ao qual se seguiu, em 2017, DVD com o registro de show captado em Lisboa. O próximo álbum de Arnaldo será o 11º título da discografia solo de estúdio do ex-Titãs – ou o 12º se contabilizado o CD lançado em 2000 com a trilha sonora composta por Arnaldo (em foto de Daniel Mattar) para balé do Grupo Corpo. De qualquer forma, esse novo disco da carreira solo do cantor – iniciada há 35 anos com a edição do concretista álbum Nome (1993) – será beneficiado pela visibilidade atípica alcançada pelo artista em 2018 por conta da turnê dos Tribalistas, alavancada na mídia e nas redes sociais pela presença de Marisa Monte no trio.

Dupla Marcos & Belutti se une a Marília Mendonça no ritmo latino da bachata

ter, 04/03/2018 - 00:02
Depois da onda de reggaeton, outro ritmo da música latina começa a invadir o universo pop brasileiro. É no ritmo da bachata – gênero da República Dominicana, recorrente no cancioneiro de artistas como o cantor e compositor Juan Luis Guerra, para citar somente um exemplo – que a dupla Marcos & Belutti se junta pela primeira vez com a cantora Marília Mendonça no single Cancela o sentimento. Disponível nas plataformas digitais desde ontem, 2 de abril de 2018, o single do trio apresenta música inédita composta por Luiz Henrique Paloni, Matheus Marcolino e Vinicius Poeta. A produção do single Cancela o sentimento é assinada por Fernando Zor.

Com clipe para filho autista, Godá promove álbum que evoca o folk e country dos EUA

seg, 04/02/2018 - 11:07
Fossem cantadas em inglês, canções autorais como Adiante, Dias passados e Junto a você poderiam figurar em disco de cantor norte-americano de folk. Mas as letras são em português e corroboram o tom autobiográfico de Nômade, álbum do cantor, compositor e músico paulistano Renato Godá (em foto de Cisco Vasques). O disco foi lançado em edição digital em 24 novembro de 2017, ganhou edição física em CD neste ano de 2018 e está sendo promovido hoje, 2 de abril, Dia mundial de conscientização do autismo, com o lançamento do clipe da música Chegada. Assim como o clipe, a música é homenagem de Godá ao filho autista, Tom, de oito anos. Chegada é a canção de tom mais pessoal, confessional e poético de Nômade, álbum produzido por Alexandre Fontanetti. O folk dita o ritmo do repertório autoral, mas faixas como Longe eu vou e (sobretudo) 50 cavalos – única música composta por Godá com parceiro (no caso, com Fabricio Carpinejar) – também evocam o universo da música country norte-americana. Capa do álbum 'Nômade', de Renato Godá Arte de André Stephan Formatado com músicos como Renato Galozzi (violões, guitarras, mandolim e banjo), Carneiro Sândalo (bateria) e Otávio Gale (contrabaixo), além do produtor Alexandre Fontanetti (nas guitarras, violão e banjo), o álbum Nômade foi gravado ao vivo, em três dias de estúdio, sem ensaios prévios. "Eu gosto da gravação espontânea, de encontrar a minha banda no estúdio, ligar os equipamentos e simplesmente tocar as músicas. Quando é dessa forma, soa diferente, o prazer é maior, a sonoridade é mais bruta, tem mais a minha cara, é como montar um cavalo arisco", compara Godá. O toque da gaita de Ivan Márcio, músico creditado como participação especial na ficha técnica da edição em CD do disco, ajuda a sublinhar na música Sem querer te transformar a atmosfera country-folk do álbum Nômade.

Parceiro de Sandy e Iorc, Daniel Lopes cai no samba com o EP 'Todo mundo é DJ'

seg, 04/02/2018 - 09:18
Parceiro de Sandy (em Respirar, música de 2016) e de Tiago Iorc (em Um dia após o outro, canção lançada por Iorc 2013), entre outros cantores e compositores, o carioca Daniel Lopes cai pela primeira vez no samba de forma ampla, geral e irrestrita no ainda inédito EP Todo mundo é DJ. O disco apresenta cinco músicas compostas pelo artista com (tentativas de) referências aos cancioneiros de bambas como João Nogueira (1941 – 2000), Moreira da Silva (1902 – 2000) e Paulinho da Viola, assim como à obra de diluidores como Bebeto. Além da música-título Todo mundo é DJ, Daniel dá voz ao Samba do medo de avião, ao Samba do otário e às músicas Chatinha pra namorar e em Mexe em nada não. Embora já tenha incursionado ocasionalmente pela cadência bonita do samba, trata-se do primeiro disco dedicado inteiramente ao gênero por esse cantor, compositor, músico e produtor que, a título de curiosidade, assinou a trilha sonora do réveillon carioca de Copacabana na virada de 2017 para 2018. "Apesar de eu ser mais conhecido pela minha ligação com o rock e o pop, já flertei com o samba algumas vezes. Mas é a primeira vez que caio realmente dentro da linguagem do samba, ainda que eu toque guitarra nesse disco, e não violão", ressalta Daniel Lopes.

Na batida do coração, Drik Barbosa reflete quebra da corrente machista em 'Espelho'

seg, 04/02/2018 - 06:00
Em um mundo ideal que equilibrasse igualitariamente o poder masculino e a força feminina na indústria da música, Drik Barbosa deveria estar lançando o primeiro disco solo – Espelho, EP com cinco músicas autorais de autoria da emergente rapper paulistana de 25 anos, compositora desde os 14 – sem depender do esquema empresarial de dois manos amigos e simpatizantes da causa feminista, Emicida e Evandro Fióti, diretores da gravadora, Laboratório Fantasma, que põe o disco (em edições digital e física) de Drik no mercado em parceria com a Pomm_elo. Contudo, no mundo real, as mulheres ainda são minoria no universo do hip hop e, em maioria, dependem do aval de colegas mais bem-sucedidos, como Emicida, para ganhar visibilidade. Foi assim com Drik, projetada de forma mais ampla na cena através de sucessivas gravações feitas com Emicida desde 2015. Só que a rapper – vista ao alto em foto de Luciana Faria – tem voz própria. Uma voz ativa, já ouvida nas gravações do coletivo feminino Rimas & Melodias. Tanto que o EP Espelho também reflete a libertação da mulher que se desprende das correntes machistas, como rima Drik em Camélia (Drik Barbosa e Grou), rap contundente em que, sobre a batida do parceiro Grou (produtor de quatro das cinco faixas do disco), a artista cita nominalmente a cantora norte-americana Nina Simone (1933 – 2003) e a atriz carioca Taís Araújo no discurso que celebra o progressivo empoderamento feminino das mulheres negras nas artes e na sociedade. A rapper Drik Barbosa Divulgação Laboratório Fantasma / Luciana Faria Sim, Drik Barbosa também bate na necessária tecla do racismo. Aliás, a rapper já foi direto ao assunto no primeiro (brilhante) single do EP, Melanina (Drik Barbosa, Deryck Cabrera, Grou e Rincon Sapiência), única faixa do disco que tem produção musical assinada por Deryck Cabrera. "A ginga predomina / Não mexe com as minas / Não mexe com as pretas na pista", avisa Drik, imperativa, na faixa composta e gravada com a adesão do rapper Rincon Sapiência. Ter poder feminino no rap é ter o direito de seguir a batida do coração, como Drik deixa claro em outro verso do EP. O que justifica a amenização do discurso no R&B romântico Inconsequente (Drik Barbosa, Grou e Dcazz), música com menor poder de sedução no conjunto do repertório do EP, e em Banho de chuva (Drik Barbosa e Grou), tema em que a rapper versa sobre a dureza da vida com sensibilidade e sem a virulência (também por vezes necessária) dos manos do hip hop. Capa do EP 'Espelho', de Drik Barbosa Divulgação / Laboratório Fantasma Na autobiográfica música-título Espelho, Drik dá voz a MC Stefanie, parceira da rapper, do beatmaker produtor Grou e de Emicida na composição desse rap com toque de R&B que funciona como carta de princípios de Drik. Stefanie adensa o discurso, suavizado pela batida do coração da anfitriã. "Por onde passei, deixei rastros de amor", inventaria Drik Barbosa, promissora voz feminina e afetiva do hip hop brasileiro.

Baixista André Rodrigues sai de cena como um dos músicos mais versáteis do Brasil

seg, 04/02/2018 - 00:02
O baixista André Rodrigues Andre Muzell / Reprodução Facebook André Rodrigues O fato de o nome do baixista André Rodrigues ter constado nas fichas técnicas de discos e/ou shows de artistas conceituados como Ana Carolina, Gabriel O Pensador, Leila Pinheiro, Lulu Santos, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Marina Lima e Vanessa da Mata, entre outros nomes, já é suficiente para atestar o virtuosismo deste músico carioca que saiu de cena na manhã de ontem, 1º de abril de 2018, aos 50 anos, vítima de atropelamento na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Contudo, André Negão – como Rodrigues era conhecido nos bastidores do universo pop brasileiro – se destacou como músico por aliar versatilidade a esse virtuosismo. André Rodrigues foi baixista preciso, dono de técnica e suingue exemplares. Tanto que tocava samba e funk com a mesma destreza com que tocava rock e jazz. Para passar a técnica adiante, o artista lançou um livro didático – Baixo, publicado em 2000 pela editora Irmãos Vitale na série Toque junto – em que ensinava as principais linhas de baixo aos colegas iniciantes. Músico profissional desde 1991, André Rodrigues logo se projetou como baixista, ficando conhecido já em meados dos anos 1990. Depois de tocar baixo no primeiro álbum de Marina Lima como intérprete, Abrigo (1995), André passou a trabalhar com Lulu Santos, tocando em vários discos e shows do cantor e compositor carioca. Paralelamente ao ofício de músico acompanhante de cantores populares, o baixista integrou um grupo de música instrumental, FOCO, formado com João Castilho (guitarra), Marcelo Martins (sax) e Renato Calmon (bateria). Com o quarteto, lançou dois discos, FOCO (2001) e Tempo bom com chuva (2005). Entre um CD e outro do grupo, Rodrigues editou álbum solo, Codificado, de 2004. Mais recentemente, fundou com o saxofonista AC os grupos de música instrumental Atelier Jazz e Ponte Aérea (este também integrado pelo baixista Giba Favery e o pianista Marcelo Elias). Enfim, André Rodrigues sai de cena como um dos músicos mais completos do universo pop brasileiro.

Dupla criada por Leo Jaime e Leoni lança single em que atualiza 'A fórmula do amor'

dom, 04/01/2018 - 11:27
Leoni e Leonardo. Com nome que alude espirituosamente à dupla sertaneja Leandro & Leonardo, a dupla formada por Leoni com Leo Jaime – Leonardo Jaime, na certidão de nascimento – lança na próxima sexta-feira, 6 de abril, o single A fórmula do amor II. Nessa composição inédita, Leoni e Leo atualizam e avaliam, com o benefício da maturidade, a receita juvenil de A fórmula do amor, música que compuseram juntos, no alvorecer das respectivas carreiras, e que foi lançada em 1985 em gravações diferentes incluídas em álbuns de Leo Jaime (Sessão da tarde) e do Kid Abelha (Educação sentimental). Embora incorpore termos atuais como instagram, a letra da música nova dialoga com versos do hit de 1985. Cabe lembrar que A fórmula do amor II surge no mercado fonográfico quatro meses após Paula Toller ter lançado single com regravação da música original A fórmula do amor. A canção pop de 1985, aliás, é um dos grandes destaques do roteiro de Como eu quero!, show solo com o qual a cantora e compositora carioca está em turnê nacional desde o segundo semestre de 2017. E por falar em show, Leo Jaime e Leoni – vistos em foto de divulgação de Carolina Warchavsky – também estão na estrada com o show intitulado Leoni e Leonardo e estreado vinte anos após a dupla de cantores e compositores ter se reunido no palco, em 1998, para montar nostálgico painel da modernidade musical da década de 1980 no show Fotografia.

Erasmo abre parceria com Samuel Rosa em disco em que canta inédita de Calcanhotto

dom, 04/01/2018 - 10:39
Erasmo Carlos abre parceria com o compositor mineiro Samuel Rosa, vocalista do grupo Skank, no álbum de músicas inéditas que o Tremendão lança em meados deste ano de 2018. Novo sentido é o nome da primeira parceria dos artistas, cujos caminhos profissionais se cruzaram em 1994 quando o Skank gravou É proibido fumar (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1964), rock então lançado há 30 anos. A música Novo sentido é uma das novidades do repertório majoritariamente autoral do disco produzido por Pupillo sob a direção artística de Marcus Preto. No álbum, que será lançado pela gravadora Som Livre, o carioca Erasmo também dá voz a uma parceria com o rapper paulistano Emicida, Termos e condições, e a uma canção de Adriana Calcanhotto, Seu sim, gravada com o toque do violão da compositora. Outra música do disco é Amor é isso, canção composta por Erasmo sem parceiros. Há também parceria de Erasmo com Milton Nascimento, de título ainda não revelado. Gravado com banda formada por Bruno Di Lullo (baixo), Carlos Trilha (sintetizadores), Guilherme Monteiro (guitarra e violão), Luiz Lopez (violão de aço e vocais) e Pedro Dias (baixo e vocais), além do produtor Pupillo no toque da bateria, o 31º álbum de Erasmo Carlos já tem um single lançado, Não existe saudade no Cosmos (Teago Oliveira), apresentado em dezembro de 2017.

Dissertação sociológica gera livro sobre alcance das canções do Clube da Esquina

dom, 04/01/2018 - 09:48
Capa do livro "... De tudo que a gente sonhou" – Amigos e canções do Clube da Esquina Reprodução Em 2012, Sheyla Castro Diniz defendeu dissertação de mestrado em sociologia, na Unicamp, sobre a produção musical do núcleo de compositores que constituiu o movimento pop mineiro batizado de Clube da Esquina. Seis anos depois, a tese tem o texto editado publicamente na forma de livro. Com título que reproduz verso de O que foi feito de vera (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1978), o livro "... De tudo que a gente sonhou" – Amigos e canções do Clube da Esquina está sendo publicado pela editora Intermeios – Casa de artes e livros com apoio da Fapesp. A intenção da autora foi fazer o inventário do alcance e do significado político no Brasil daquele cancioneiro criado na década de 1970, sob o império ditatorial do regime limitar, pela turma de compositores liderada por Milton Nascimento, em torno do qual se juntaram nomes como Lô Borges, Márcio Borges, Beto Guedes e Ronaldo Bastos, além de Fernando Brant (1946 – 2013), fiel parceiro e amigo de Milton desde 1967. "Texto e contexto, letra e música, gravação e interpretação, história macro da sociedade brasileira e história micro de um grupo, marginalidade e integração, regional, nacional e internacional, luta política e indústria cultural, censura, mercado e Estado, criatividade e padronização. Tudo isso aparece muito bem costurado no livro, revelando o talento da autora para – ao estudar o Clube da Esquina em geral e alguns discos de Milton Nascimento em particular – dar conta do movimento contraditório da sociedade brasileira de uma época", propaga o prefácio assinado por Marcelo Ridenti.

Senhor compositor que faria 60 anos em 4 de abril, Cazuza é poeta ainda vivo e atual

dom, 04/01/2018 - 06:00
Cazuza na capa de álbum solo de 1985 Flávio Colker O tempo não para e, no entanto, Agenor de Miranda Araújo Neto (4 de abril de 1958 – 7 de julho de 1990), o Cazuza, nunca envelhece aos olhos do público. É que Cazuza saiu precocemente de cena, aos 32 anos, deixando cristalizada no universo pop brasileiro uma imagem eternamente jovial, rebelde, de roqueiro indomado pela própria natureza exagerada. Na próxima quarta-feira, 4 de abril de 2018, Cazuza faria 60 anos de vida. É difícil imaginá-lo um senhor de idade. Mas o fato é que, se 28 anos após a saída de cena de Cazuza ainda se fala dele e ainda se canta a obra dele, é porque Cazuza foi um senhor compositor, dono de obra que tampouco envelhece. Essa obra reverbera em discos e shows que celebram o 60º aniversário de nascimento do artista. No exato dia do aniversário, Rogério Flasino e Wilson Sideral subirão ao palco do Circo Voador (RJ) na cidade natal de Cazuza, no picadeiro carioca que foi o primeiro cenário da consagração nacional do astro do pop brasileiro dos anos 1980, para cantar o repertório de Agenor com intervenções de Caetano Veloso (cantor que em 1983 chamou a atenção do público conservador da MPB para a poesia latente no cancioneiro de Cazuza) e de Bebel Gilberto (parceira de safra juvenil de 1986 que rendeu hits como Preciso dizer que te amo). Mais para o fim do mês, em 27 de abril, Roberto Menescal, Leila Pinheiro e Rodrigo Santos estreiam, também na cidade do Rio de Janeiro (RJ), show em que trazem o repertório de Cazuza para o universo da bossa nova – projeto que irá gerar CD e DVD. Faz parte do showbiz evocar a saudade dos ídolos que já saíram de cena. Contudo, se o poeta está vivo, como nunca deixou de estar desde 1990, é por conta da obra gravada ao longo dos anos 1980. Discos póstumos hão de pintar por aí, inclusive um com letra inéditas de Cazuza musicadas por nomes como Leoni e Bebel Gilberto, mas o que Cazuza deixou gravado em vida já é suficiente para que o poeta seja admitido no panteão dos grandes compositores da música do Brasil. O cantor e compositor Cazuza Reprodução / Site oficial Cazuza Cazuza se projetou no universo do rock dos anos 1980, mas nasceu no berço da MPB, filho de João Araújo (1935 – 2013) – desde os anos 1960 um dos mais importantes executivos da indústria fonográfica do Brasil – e de Lucinha Araújo, a supermãe que se tornou ativista, zelando na Sociedade Viva Cazuza pela saúde e inclusão social de crianças infectadas com o vírus da Aids. Essa vivência no seio da MPB, e da música que veio antes dessa MPB, influenciou Cazuza. Tanto que houve inusitado elo entre Cazuza e Maysa (1936 – 1977), cantora e compositora de personalidade igualmente exagerada que quebrou barreiras machistas nos anos 1950. Não por acaso, circula na web, na voz de Cazuza, registro extra-oficial do samba-canção Diplomacia, lançado por Maysa em disco de 1958, no ano em que Cazuza nasceu. Quando sentenciou que "o banheiro é a igreja de todos os bêbados", em versos do blues Down em mim (1982), Cazuza parecia atualizar o discurso desses mestres da dor-de-cotovelo, como Maysa e o compositor Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974), aludindo ao mesmo tempo a uma música (dos anos 1920) reavivada no repertório da também exagerada Janis Joplin (1943 – 1970), Down on me. Na alegria ou na tristeza, Cazuza foi fundo, como um poeta beatnik que vagava pelos bares do noturno Baixo Leblon à procura de um algum sentido na vida louca vida. Pode ter pecado por excessos, nunca pela falta, rimando poesia com rebeldia a mil por hora, consciente de que o tempo não para e tampouco espera por alguém. Com lirismo e passionalidade, Cazuza expiou dor de amor e celebrou o prazer do sexo (e da própria vida urbana), mas também tocou nas feridas sociais, como a infância vivida no abandono das ruas, poetizada nos versos de Milagres (1984, em parceria com Roberto Frejat e Denise Barroso). Ao ver a cara da morte, o poeta pareceu também ter se defrontado também com outras realidades da vida que lhe seria breve. Foi quando aguçou a visão crítica do Brasil (perfilado no homônimo samba roqueiro de 1988 que Cazuza assinou com George Israel e Nilo Romero) e do próprio ser humano, cuja miséria foi impiedosamente retratada nos versos do Blues da piedade (1988, parceria com Frejat). Enfim, é clichê recorrer ao verso-título da canção-tributo de Frejat e Dulce Quental, O poeta está vivo (1990), mas, sim, Cazuza está tão vivo quanto atual no mês em que festejaria 60 anos de vida breve.

Hyldon se joga na pista com single, 'Nova era dia 1', de raso discurso ambientalista

sab, 03/31/2018 - 11:36
Capa do single 'Nova era dia 1', de Hyldon Divulgação "Não jogue pet no mar / Não jogue guimba no chão", repete Hyldon no refrão imperativo de Nova era dia 1, single inédito lançado pelo cantor, compositor e músico baiano. Na gravação desta composição autoral, cuja letra é pautada por discurso ambientalista tão raso quanto bem-intencionado, o artista se joga na pista da música eletrônica, tentando se atualizar na cena contemporânea. Hyldon, para quem não liga o nome ao som, é artista projetado em meados dos anos 1970, com cancioneiro de linhagem soul que alcançou retumbante sucesso nacional em 1975, ano em que o artista lançou o álbum autoral Na rua, na chuva, na fazenda... com sucessos como As dores do mundo e Na sombra de uma árvore, além da música-título, conhecida popularmente como Casinha de sapê. Disponível nas plataformas digitais desde ontem, 30 de março de 2018, o single Nova era dia 1 é o primeiro lançamento fonográfico de Hyldon desde o álbum de músicas inéditas As coisas simples da vida (2016), lançado há dois anos.

Lula Queiroga poetiza o 'apagão da humanidade' em contundente álbum solo

sab, 03/31/2018 - 10:35
"Eu não sou seu camarada / Nunca serei conivente / Não sou seu sócio em nada / Não sou amante ou parente / Eu desconheço seu rosto / Mas reconheço a serpente / Quando o chocalho do rabo / Chacoalha na minha frente" Sem meias palavras, Lula Queiroga manda recado direto a um desafeto inominado nos versos de #XôPerrengue (Lula Queiroga), merengue que integra o afiado repertório autoral do quinto álbum solo desse cantor e compositor pernambucano, Aumenta o sonho (Edição independente). Meses após ter sido lançado em edição digital, em 7 de setembro de 2017, o disco ganha edição física em CD fabricada em embalagem digipack. O encarte dessa edição em CD reproduz as letras contundentes, gravadas com mix de sons orgânicos e sintéticos formatados pelo próprio Queiroga com Paulo Germano e Tostão Queiroga, coprodutores do disco. Contudo, há espaço para o respiro melódico de bela canção, Tardinha (Lula Queiroga e Manuca Bandini), formatada em registro acústico conduzido pelo toque do violão de Rogério Samico. Em que pese o ameno clima musical de Tardinha, há certa aflição e urgência nos versos da canção cuja poética romântica se alinha com a solidão de Não há nada lá fora (Lula Queiroga), outra canção de amor ausente. Lula Queiroga Divulgação / QRG A ansiedade solitária é um dos sentimentos que moldam o expressivo painel poético e sonoro do repertório do álbum Aumenta o sonho, como exemplifica Casa coletiva, parceria de Queiroga com o carioca Pedro Luís. Aliás, as audições de músicas como Casa coletiva, Amor roxo (Lula Queiroga) e da composição que batiza o disco, Aumenta o sonho (Lula Queiroga), remetem ao cancioneiro de Lenine. A evocação soa natural porque Queiroga é um dos principais parceiros do conterrâneo Lenine, com quem o artista, aliás, debutou no mercado fonográfico há 35 anos com álbum arranjado e gravado de forma conjunta, Baque solto (1983). Da parceria com Lenine, Queiroga rebobina A balada do cachorro louco (Fere rente) (Lenine, Lula Queiroga e Chico Neves, 1997), música lançada na voz do parceiro há 21 anos. Com pegada roqueira em Rio-que-vai-e-volta (Lula Queiroga), o álbum Aumenta o sonho – o primeiro de Queiroga desde Todo dia é o fim do mundo (2011), grande disco lançado há sete anos – expõe a efervescência criativa que pauta a obra solo de Lula Queiroga, compositor que divaga sobre "o vazio humano absoluto" no "grande apagão wi-fi da humanidade", para citar versos do discurso meio rapeado de Futilosofia (Lula Queiroga e Fabrício Belo). "Minha cabeça é meu Deus", resume o artista, sob o toque do cello de Fabiano Menezes, na derradeira música Minha cabeça é o fim (Lula Queiroga e Yuri Queiroga). Em Aumenta o sonho, Lula Queiroga canta como se todo dia fosse o fim do mundo. Aumente o som para ouvir bem! (Cotação: * * * *)

Gilson Peranzzetta lança em abril disco em tributo ao pianista de jazz Oscar Peterson

sab, 03/31/2018 - 09:01
Capa do álbum 'Tributo a Oscar Peterson', de Gilson Peranzzetta Aloizio Jordão Três meses após ter lançado em janeiro um álbum gravado ao vivo em show com Ivan Lins, Cumplicidade (2018), o pianista, compositor e arranjador carioca Gilson Peranzzetta já apresenta outro disco. Tributo a Oscar Peterson chega ao mercado fonográfico em abril pela mesma gravadora, Fina Flor, que editou o álbum ao vivo de Peranzzetta com Ivan. Como o título Tributo a Oscar Peterson já explicita, o CD solo de Peranzzetta celebra o legado do pianista canadense de jazz Oscar Emmanuel Peterson (15 de agosto de 1925 – 23 de dezembro de 2007), músico prodígio celebrado pela destreza e velocidade no toque do piano. Embora a extensa discografia desse pianista de técnica exuberante seja formada essencialmente por álbuns em que o músico priorizou a interpretação de obras alheias, Peterson também foi compositor, registrando eventualmente músicas próprias ao longo de obra fonográfica que atingiu picos de produção entre as décadas de 1950 e 1970. Na capa do álbum Tributo a Oscar Peterson, Gilson Peranzzetta é visto em foto de Aloizio Jordão.

Macalé retoma disco de inéditas e tem compiladas antigas gravações ao vivo

sab, 03/31/2018 - 08:22
De volta à cena, após internação para combater infecção pulmonar, Jards Macalé retoma em abril a gravação do álbum de músicas inéditas – o primeiro em 20 anos com repertório essencialmente novo – que o cantor, compositor e músico carioca começou a fazer no início deste ano de 2018 sob direção artística de Romulo Fróes e com produção dividida entre Kiko Dinucci e Thomas Harres. Estão previstas no repertório autoral parcerias de Macalé – em foto de André Seiti – com Tim Bernardes, com Dinucci e com Romulo Fróes. Paralelamente, o produtor e pesquisador musical Marcelo Fróes prepara caixa de CDs com registros ao vivo de shows feitos por Macalé nas décadas de 1970 e 1980. O lançamento será feito pelo mesmo selo Discobertas que, em 2016, editou a caixa Jards Macalé – Anos 70 com inéditos registros caseiros do artista, além de reedições dos álbuns Jards Macalé (1972) e Aprender a nadar (1974).

Gorillaz estreia no Brasil cheio de convidados e com gritos contra Trump e Temer para 13 mil fãs em SP

sab, 03/31/2018 - 00:30
Grupo mostrou música nova e levou batalhão de convidados como De La Soul, que xingou Trump e ouviu 'fora Temer' no Jockey nesta sexta (30). Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Teve música nova, setlist alongado, chuva de leve, palco lotado com banda e convidados, Damon Albarn na galera, "f*ck Trump" e até "fora Temer" na estreia do Gorillaz no Brasil. Para uma banda "de mentira", o grupo baseado em personagens animados levou um batalhão impressionante de músicos de verdade. Sob o comando de Albarn, eles fizeram um grande espetáculo musical no palco, junto do show visual no telão, nesta sexta-feira (30) em SP. FOTOS: Gorillaz faz show pela 1º vez em São Paulo O espaço para 13 mil pessoas montado no Jockey Club estava cheio - segundo a organização, todos os ingressos foram vendidos. Choveu forte de dia e fraco no começo do show. Sorte que a plateia ficava na área cimentada do Jockey, famoso por shows enlameados. Mesmo assim, ainda tinha lama nos caminhos de saída, bares e banheiros. Damon Albarn toca com a banda virtual Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Este foi o único show da atual turnê do Gorillaz no Brasil. O início foi às 21h, com cerca de uma hora e cinquenta de show. Foi o encerramento da passagem deles pela América Latina, com faixas que não rolaram nos dois shows anteriores: "Demon Days", "Punk" e "Don't get lost in heaven". O capricho visual no telão já era esperado, tratando-se do "quarteto virtual" dos personagens 2D, Murdoc, Noodle e Russell. O que surpreende é o investimento no palco de verdade, com 13 músicos fixos (incluindo ótimo sexteto de vocais de apoio) e mais oito cantores convidados. Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 O show mostra bem a diferença entre a trajetória de Albarn, também vocalista do Blur, e seu antigo rival no britpop que tocou há cinco dias em SP. Enquanto Liam Gallagher, ex-Oasis, segue preso ao som de duas décadas atrás, Damon é inquieto ao abraçar rap, eletrônica, world music e o mundo de referências do Gorillaz, já com 20 anos de carreira. Que o diga a lista de convidados desta sexta. Eles geralmente apareciam nas músicas do disco mais recente, "Humanz" (2017), mas também cantaram outras: O De La Soul, trio veterano de hip hop dos EUA, participou em "Superfast Jellyfish" e "Feel good inc". Nesta, rolou um discurso de Damon sobre a situação política de mer*a na Inglaterra, seguido por xingamento de "fu*k Trump" do De La Soul (condizente com o teor político-apocalíptico de "Humanz") e um "fora Temer" da plateia brasileira. Conclusão: não tá fácil pra ninguém. O cantor de r&b e house Peven Everett apareceu em "Strobelight" e "Stylo". A rapper inglesa Little Simz cantou em "Garage palace" (ela brilhou no grime em velocidade máxima). A cantora inglesa Pauline Black, da banda inglesa de ska dos anos 70 The Selecter, participou em "Charger". O rapper Bootie Brown, do grupo de hip hop alternativo The Pharcyde, veio em "Stylo" e "Dirty Harry". O cantor de house dos EUA Jamie Principle cantou em "Hollywood", música nova do Gorillaz. Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 "Hollywood" deve fazer parte de um disco novo do grupo. Damon e Jamie Hewlett, idealizadores do Gorillaz, deram dicas de que este álbum deve ser lançado em 2018, mas não confirmaram. A música apareceu só nos últimos shows na América Latina. A novidade é um funk turbinado, super dançante, em contraste com aquele vocal chapado de Albarn. Lembra o primeiro disco e é mais animada e menos estranha o último álbum. Damon Albarn é hiperativo no palco e cativa o público sem lances óbvios tipo mão pro alto e palminha. Vai cantar lá embaixo na plateia em "19-2000" e volta no bis. Ele completou 50 anos no sábado passado, mas está parecendo mais novo que Liam Gallagher, 45. Não é só questão de aparência - nem dele nem das figuras no telão. É a música de Albarn e seus mil amigos que soa mais viva. Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1

Gorillaz faz show em SP; FOTOS

sex, 03/30/2018 - 21:40
Banda virtual, que tem telão com personagens de desenho, é comandada por Damon Albarn. Grupo tocou pela primeira vez em São Paulo, no Jockey Club, nesta sexta (30). Banda virtual Gorillaz se apresenta em São Paulo pela primeira vez Celso Tavares/G1 Gorillaz fala sobre show em SP, carne de baleia, mísseis nucleares e dedos perdidos; Veja entrevista em quadrinhos Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1

Gorillaz faz show em SP; FOTOS

sex, 03/30/2018 - 21:40
Banda virtual, que tem telão com personagens de desenho, é comandada por Damon Albarn. Grupo tocou pela primeira vez em São Paulo, no Jockey Club, nesta sexta (30). Banda virtual Gorillaz se apresenta em São Paulo pela primeira vez Celso Tavares/G1 Gorillaz fala sobre show em SP, carne de baleia, mísseis nucleares e dedos perdidos; Veja entrevista em quadrinhos Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn toca com o Gorillaz em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Damon Albarn se apresenta com a banda virtual Gorillaz em SP Celso Tavares/G1 Damon Albarn se apresenta com a banda virtual Gorillaz em SP Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1 Gorillaz toca em São Paulo Celso Tavares/G1

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